Pará entra na faixa de alto desenvolvimento humano, aponta estudo
O indicador reúne dados de renda, educação e longevidade e é utilizado para medir as condições de desenvolvimento da população
O Pará passou a integrar a faixa de alto desenvolvimento humano, conforme o Radar IDHM 2024. Os dados foram divulgados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em parceria com a Fundação João Pinheiro (FJP) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo o levantamento, o estado registrou Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de 0,758 em 2024. Este resultado representa um crescimento de 7,3% em comparação a 2021, quando o índice era de 0,706. Em 2012, o Pará tinha um IDHM de 0,677.
O IDHM reúne dados de renda, educação e longevidade, sendo utilizado para medir as condições de desenvolvimento da população. Quanto mais próximo de 1, maior o nível de desenvolvimento humano. A Região Metropolitana de Belém (RMB) também apresentou avanço no período analisado.
Avanço na Região Metropolitana de Belém
O índice da RMB saiu de 0,755, em 2021, para 0,803 em 2024, representando um crescimento de 6,3%. Com este resultado, a região se manteve na faixa de alto desenvolvimento humano. A melhoria, segundo o estudo, está relacionada ao avanço de indicadores sociais e econômicos.
Apesar dos avanços, o relatório alerta para a permanência de desigualdades internas entre municípios e grupos sociais no Pará. No cenário nacional, o Brasil atingiu um IDHM de 0,805 em 2024.
Brasil atinge muito alto desenvolvimento humano
Pela primeira vez, o país entrou no grupo de nações com muito alto desenvolvimento humano. O Brasil havia registrado quedas nos índices durante os anos de 2020 e 2021, período marcado pelos impactos da pandemia de covid-19, mas voltou a crescer nos anos seguintes.
O Radar IDHM 2024 também aponta a redução das desigualdades raciais no país. Entre 2012 e 2024, o desenvolvimento humano da população negra cresceu 10,3%.
No mesmo período, o desenvolvimento da população branca avançou 5,5%. Com isso, a diferença entre os dois grupos caiu de 14% para 9% ao longo da série histórica do IDHM.
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