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O direito de ler não é um luxo, mas uma ferramenta de transformação social

Desde a declaração universal dos direitos humanos, onde seu Artigo XXVII promulga que “todo ser humano tem direito de participar livremente da vida cultural da comunidade, de usufruir das artes e de participar do progresso cientifico e de seus benefícios

Fátima Afonso/ Especial para O Liberal

Desde a declaração universal dos direitos humanos, onde seu Artigo XXVII promulga que “todo ser humano tem direito de participar livremente da vida cultural da comunidade, de usufruir das artes e de participar do progresso cientifico e de seus benefícios.” Nesse sentido, a leitura dissemina a cultura, o conhecimento, gera mudanças sociais e proporciona uma melhor qualidade de vida, logo, é uma pratica que promove os ideais dos direitos humanos e é “um elemento indispensável da humanização”. Portanto, para ser mais bem qualificado, deve ser considerado um direito humano básico segundo MEDEIROS et al.,2016.

Em decorrência disso, as organizações sociais são essenciais para a formulação de políticas públicas que garantam esse direito e para que o Estado se responsabilize pela criação e manutenção de bibliotecas públicas, escolas e espaços de leitura de norte a sul do país. É fundamental para a entrada em vigor dos direitos humanos da leitura e da literatura e o combate ao disposto na Lei nº13.696 de 2018, que após 12 anos de luta institucionalizou a Política Nacional de Leitura e Escrita (PNLE), mas está esperando para entrar em vigor.

Portanto, a leitura pode ser e, para muitos, é uma parte integrante e valiosa de suas existências. Mais do que um "bom hábito", mais do que um caminho para um bom desempenho escolar, a leitura oferece possibilidades de se ampliar e de se aprofundar nossa existência nesse mundo, A leitura pode ser uma maneira de existirmos mais profundamente. Até mesmo uma maneira de melhorarmos um pouco nossa existência cotidiana, permitindo que entremos em contato com outros locais, pessoas, vidas que podem enriquecer nosso dia-a-dia. Quem nos fala isso é a antropóloga Michèle Petit no seu livro “ler o mundo-Experiencias de transmissão cultural nos dias de hoje”.

Dentro deste contexto da importância do ato de ler, e necessário uma reflexão sobre a falta de democratização e acesso dessa leitura, politicas publicas que venham fazer circular a leitura como esse direito fundamental, que é um direito humano.

O direito de ler não é luxo, mas um direito histórico e cultural. É imprescindível mobilizar de forma mais ampla ações que incluam os movimentos organizados da população em conjunto com iniciativas públicas, em reivindicação à escassez de espaços culturais e bibliotecas públicas nas comunidades, em vista de garantir esse direito, pois a leitura é uma ferramenta de transformação social.

Pará
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