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Novos ataques de ‘morcego-vampiro’ são registrados no Marajó; saiba quais cuidados tomar

Especialista orienta que a população evite o contato direto com os animais e vacine pets

Camila Guimarães

Novos ataques de ‘morcegos-vampiros’ foram registrados no arquipélago do Marajó, desta vez, em Ubussutuba, no município de Chaves. No início da semana, pelo menos nove pessoas já tinham sido vítimas desses animais na comunidade Rio Piquirinha, em Bagre, na mesma região. A prefeitura de Chaves não confirmou quantidades, mas disse, em publicação na rede social, que foram “diversos casos” de agressão dos morcegos a humanos e animais, em Ubussuba. 

A coordenadora do Laboratório de Diagnóstico de Raiva do Instituto Evandro Chagas (IEC), Taciana Coelho, explica que existem mais de 1.500 espécies de morcegos conhecidas, dentre as quais, apenas três se alimentam de sangue. A especialista diz que não é comum que esses animais busquem, preferencialmente, se alimentar de sangue humano, e avalia que alguma perturbação no habitat natural deles pode estar propiciando os ataques:

“A busca de humanos como fonte de alimentação pode se dar pelo simples fato dessas pessoas residirem no habitat desses animais. Um desequilíbrio pode estar ocorrendo, sim, como, por exemplo, escassez de outros animais silvestres que servem como fonte alimentar para eles”, pondera.  

O que fazer ao ser mordido por morcego ou outro animal suspeito?

Taciana Coelho orienta que, ao ser mordido pelo morcego ou outros animal suspeito de ser transmissor do vírus da raiva, é importante lavar o local afetado com água e sabão e buscar imediatamente o auxílio médico: “Conforme a necessidade, é possível dar início ao esquema vacinal. As vacinas são eficazes e estão disponíveis pelo Sistema Único de Saúde”.

O Departamento de Vigilância à Saúde, da Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma), reforça que o atendimento pode ser feito em qualquer Unidade Básica de Saúde (UBS) ou unidade do sistema de urgência e emergência (UPAs e hospitais de pronto-socorro). A Secretaria garante que toda a rede de saúde está preparada para atender casos suspeitos de raiva e que 58 UBS dispõem de sala de vacina antirrábica.

O que fazer ao detectar a presença de morcegos?

De acordo com a coordenadora do Laboratório de Diagnóstico de Raiva do IEC, ao identificar a presença de morcego em áreas onde circulam pessoas, é importante evitar o contato direto com o animal: “É imperioso saber que as pessoas não devem tocar nesses animais. As autoridades que devem ser acionadas são o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e a Secretaria de Saúde do município”, orienta Taciana Coelho.

O CCZ, vinculado à Sesma, pode ser acionado pelo telefone (91) 3344-2350 e deverá fazer a retirada correta dos morcegos da área. “Além do que, na ocasião da retirada, todas as informações de como proceder para que esses animais não voltem a habitar o local serão esclarecidas pelas autoridades”, garante a especialista.

Para se prevenir de ataques, também é possível tomar as seguintes atitudes: telar janelas e outras entradas do ambiente para evitar que esses animais adentrem o local; procurar manter em dia a vacinação de seus pets, uma vez que cães e gatos também podem ser infectados e também transmitir raiva. A vacinação também pode ser solicitada ao CCZ, pelo mesmo número.

Taciana explica, ainda, que a presença desses animais em áreas urbanas não pode ser tomada como sinônimo de “ataque a humanos”. Como a maioria das espécies não se alimentam de sangue, e é improvável que a população consiga discernir a espécie só de olhar, a melhor conduta é evitar o contato: “Muitos acidentes podem acontecer pelo simples fato de os animais tentarem se defender. Daí a necessidade de não tocá-los”.

 

Serviço:

Centro de Controle de Zoonoses (CCZ)
Funcionamento: segunda a sexta-feira
Horário: das 8h às 16h
Mais informações: telefone (91) 3344-2350

Pará
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