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No Pará, operações do Governo Federal prendem 51 suspeitos de crimes contra mulheres

Ações integradas entre forças de segurança federais e estaduais mobilizaram agentes entre fevereiro e março, com prisões em flagrante e cumprimento de mandados contra agressores em todo o país

Jéssica Nascimento
fonte

No Pará, 51 pessoas foram presas durante operações coordenadas pelo Governo Federal nas últimas semanas para enfrentar a violência contra mulheres e meninas. As prisões ocorreram durante a Operação Mulher Segura, realizada em parceria com as Secretarias de Segurança Pública dos estados, e na Operação Alerta Lilás II, conduzida pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).

No estado, a Operação Mulher Segura resultou na prisão de 36 suspeitos entre os dias 19 de fevereiro e 5 de março. Já a Operação Alerta Lilás, realizada pela PRF entre 9 de fevereiro e 5 de março, cumpriu mandados de prisão contra 15 pessoas investigadas por crimes de violência contra mulheres.

As duas ações fazem parte do Pacto Brasil entre os Três Poderes para Enfrentamento do Feminicídio, iniciativa que reúne Executivo, Legislativo e Judiciário para ampliar a prevenção da violência, fortalecer a proteção às vítimas e garantir a responsabilização dos agressores.

Resultados nacionais

Em todo o país, as duas operações coordenadas pelo Governo Federal resultaram na prisão de 5.238 pessoas suspeitas de crimes relacionados à violência de gênero.

Na Operação Mulher Segura, foram registradas 4.936 prisões, sendo 3.199 em flagrante e 1.737 em cumprimento de mandados judiciais. Já a Operação Alerta Lilás resultou em 302 prisões, também em flagrante ou por meio de mandados relacionados a crimes contra mulheres.

Mobilização nacional

Coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), a Operação Mulher Segura contou com a participação das forças de segurança de 26 estados e do Distrito Federal — com exceção do Paraná, que já realizava uma operação semelhante no mesmo período.

Durante 15 dias, a operação mobilizou 38.564 agentes de segurança, com o apoio de 14.796 viaturas, em 2.050 municípios brasileiros. Ao longo desse período, foram realizadas 42.339 diligências, com acompanhamento de 18.002 medidas protetivas de urgência e atendimento a 24.337 vítimas.

No campo da prevenção, foram promovidas 1.802 campanhas de conscientização, alcançando cerca de 2,2 milhões de pessoas com ações educativas voltadas ao enfrentamento da violência de gênero.

Para ampliar a capacidade operacional das forças de segurança estaduais, o Ministério da Justiça destinou aproximadamente R$ 2,6 milhões para pagamento de diárias de policiais, aumentando o efetivo mobilizado nas operações. A iniciativa integra o Projeto VIPS – Vulnerabilizados Institucionalmente Protegidos e Seguros, voltado à proteção de grupos em situação de vulnerabilidade.

Maior ação da PRF

Paralelamente às ações realizadas nos estados, a Polícia Rodoviária Federal promoveu a Operação Alerta Lilás, considerada a maior iniciativa da história da instituição voltada à proteção de mulheres.

Entre 9 de fevereiro e 5 de março, a PRF intensificou atividades de inteligência e fiscalização nas 27 unidades da Federação para localizar e prender agressores procurados pela Justiça. Como resultado, 302 pessoas foram detidas por envolvimento em crimes de violência contra mulheres.

Do total de ocorrências, 119 prisões (39,4%) contaram com apoio de atividades de inteligência da PRF, enquanto outras 183 (60,6%) ocorreram em flagrante durante ações do efetivo operacional.

Plano de trabalho

As operações Mulher Segura e Alerta Lilás II integram o plano de trabalho apresentado na última quarta-feira (4) pelo Comitê Interinstitucional de Gestão do Pacto Brasil entre os Três Poderes para Enfrentamento do Feminicídio.

O plano tem como objetivo organizar e consolidar ações prioritárias previstas no compromisso firmado em 4 de fevereiro de 2026 pelos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário para intensificar o combate ao feminicídio.

Entre as medidas previstas estão mutirões nacionais para cumprimento de mandados de prisão contra agressores, além do fortalecimento da rede de acolhimento e atendimento às vítimas.

O plano também prevê a aceleração na concessão e no monitoramento de medidas protetivas de urgência, maior integração entre órgãos de segurança e justiça e a realização de iniciativas educativas voltadas à prevenção da violência de gênero.

Também estão previstas a criação de um Centro Integrado Mulher Segura para monitoramento de dados, a implantação de unidades móveis de atendimento a mulheres em situação de violência e a ampliação da rede de acolhimento.

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