Janeiro Branco reforça importância da saúde mental e orienta sobre serviços do SUS
Especialistas destacam que a saúde mental é influenciada por fatores como condições de vida, trabalho, relações sociais
Janeiro é o mês dedicado à conscientização sobre a saúde mental, conforme o calendário do Ministério da Saúde. A campanha Janeiro Branco chama a atenção para a importância do cuidado com o bem-estar emocional como parte essencial da saúde integral e para a prevenção de transtornos psíquicos. No Pará, as demandas mais frequentes na rede pública de saúde mental envolvem quadros de ansiedade, depressão e problemas relacionados ao uso de álcool e outras drogas.
A iniciativa, idealizada pelo Instituto Janeiro Branco, busca ampliar o debate público sobre saúde mental, estimular o autocuidado e combater o estigma em torno do sofrimento psíquico. A campanha promove ações voltadas a famílias, escolas, ambientes de trabalho e comunidades, incentivando práticas preventivas ao longo de todo o ano.
De acordo com a coordenadora de Saúde Mental da Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa), Márcia Yamada, o mês de janeiro tem um significado simbólico. “Para muitas pessoas, o início do ano representa um período de reflexão e a possibilidade de mudanças. No âmbito do SUS, o Janeiro Branco reforça que a saúde mental é um direito e deve ser cuidada de forma integral, contínua e respeitando as realidades locais”, afirma.
Em 2026, a campanha traz o slogan “Paz. Equilíbrio. Saúde Mental”, convidando a população a desacelerar e repensar a relação com o tempo, as emoções e a vida. O símbolo desta edição são os post-its, que passam a representar lembretes de cuidado e pequenas atitudes diárias voltadas à promoção da saúde mental.
No Sistema Único de Saúde (SUS), o atendimento em saúde mental é organizado por meio da Rede de Atenção Psicossocial (Raps). A porta de entrada ocorre pela Atenção Primária à Saúde, especialmente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e nas equipes da Estratégia Saúde da Família, que oferecem acolhimento, escuta qualificada e acompanhamento inicial.
Os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) são responsáveis pelo atendimento especializado de pessoas em sofrimento psíquico intenso, incluindo transtornos mentais graves e casos relacionados ao uso de álcool e outras drogas, com atuação humanizada e integrada ao território.
Segundo Aurea Barbosa, responsável pela Gestão do Caps Amazônia, a Raps atende situações de urgência psiquiátrica, como risco iminente de suicídio e surtos com agressividade. “Os Caps funcionam em porta aberta, com demanda espontânea, atendendo pessoas com sofrimento mental grave, persistente e recorrente. Já as unidades de saúde acompanham casos leves e a continuidade do tratamento após alta do Caps”, explica.
Casos de urgência e emergência em saúde mental são atendidos em hospitais de referência, como o Hospital de Clínicas (HC), além dos serviços de urgência e emergência, com apoio do Samu quando necessário.
No Pará, as demandas mais frequentes na rede pública de saúde mental envolvem quadros de ansiedade, depressão e problemas relacionados ao uso de álcool e outras drogas.
Buscar ajuda é fundamental
Especialistas destacam que a saúde mental é influenciada por fatores como condições de vida, trabalho, relações sociais e acesso a serviços de saúde. Por isso, buscar ajuda profissional é considerado um passo essencial no cuidado e na prevenção de agravamentos.
“O Janeiro Branco tem papel estratégico ao estimular a busca por ajuda e reforçar que o cuidado em saúde mental deve acontecer durante todo o ano. Falar sobre sentimentos, romper preconceitos e procurar os serviços do SUS são atitudes que fortalecem a vida”, destaca Márcia Yamada.
Além do acompanhamento profissional, práticas cotidianas como manter uma rotina de sono e alimentação adequadas, reservar tempo para descanso e lazer e reconhecer os próprios limites contribuem para a promoção da saúde mental.
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