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Ipês floridos dão o colorido especial às ruas de Marabá

Nas copas das árvores, uma variedade de cores que encanta quem passa pelas principais ruas e avenidas da cidade

Tay Marquioro

Marabá está para os ipês assim como Belém está para as mangueiras. É entre os meses de agosto e setembro que a beleza dessas flores quebra a paisagem na época mais seca do ano na região. Nas copas das árvores, uma variedade de cores que encanta quem passa pelas principais ruas e avenidas da cidade.

A estudante universitária Alanis Corrêa aproveita o caminho de volta para casa para contemplar o colorido que os ipês emprestam ao cenário urbano. “É difícil a gente não observar, né? As flores são bem coloridas e isso chama atenção. A cidade fica mais bonita nessa época do ano”, comenta a jovem. Para a dona de casa Angela Cruz, de 57 anos, o florescer dos ipês já é esperada. “Eu aproveito para fazer fotos, mandar para os parentes e amigos que moram longe. Quem não é daqui, não conhece essa beleza”, conta.

O nome “ipê” tem origem no tupi-guarani e significa “árvore de casca dura” e é uma das árvores ornamentais mais plantadas no país. Entre as mais de 100 variações, há diversas que são nativas do Brasil. “Os ipês são espécies caducifólias, ou seja, perdem todas as folhas, que são substituídas por cachos de flores de cores intensas, que podem ser amarelas, roxas, rosas, brancas e existem até flores verdes”, afirma a bióloga especialista em botânica, Caroline Anjos.

Entre os meses de agosto e setembro a beleza dessas flores brota na paisagem (Tay Marquioro/ O Liberal)

De acordo com a bióloga, o florescimento da espécie sofre influência direta de temperatura e umidade locais, o que pode fazer variar também o período do ano em que a floração ocorre. Também há uma diferença de duração do desabrochar das flores de acordo com a cor do ipê. “Esse fenômeno que ocorre com os ipês é a chamada ‘florada explosiva’, que é caracterizado pela produção de uma vasta quantidade de flores durante um período curto do ano. As floradas costumam durar uma semana, em média, e variam conforme a pouca concentração de água na atmosfera. No caso do amarelo, ele pode se estender por até 10 dias e tem duas edições: uma após a floração do ipê-roxo, aproximadamente em julho, e outra em setembro, quando se anuncia a chegada da temporada de chuva”, explica a pesquisadora.

 altura de um ipê varia de acordo com a espécie. Algumas podem chegar a 35 metros de altura. Em Marabá, é mais comum encontrar ipês amarelos, rosas, roxos e brancos, em diversos pontos da cidade. Embora esta seja uma árvore bem adaptada às características de temperatura e umidade da região, a bióloga faz um alerta importante alerta sobre os efeitos das alterações climáticas sobre a dinâmica da florada dos ipês.

“O fato de o ipê apresentar raízes muito profundas, permite que eles extraíam água mesmo em condições de seca extrema, se adaptando ao clima do nosso município. Isso favorece que as espécies de ipê tenham ampla distribuição ocorrendo em biomas variados. Mas, nos últimos anos, a gente tem observado que as mudanças climáticas estão afetando a reprodução dos ipês. As temperaturas mais altas fazem com que o florescimento ocorra cada vez mais cedo”, afirma.

Pará
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