Há uma virose no ar e epidemia de dengue. Tudo deve ser considerado covid-19 até diagnóstico

Sintomas são muito parecidos e qualquer suspeita deve ser sanada com médicos e não automedicação

Victor Furtado

O início do período chuvoso sempre significa que paraenses terão de enfrentar as viroses sazonais. Dessa vez, além da virose que já começou a acometer várias pessoas pelo Estado, há a pandemia de covid-19. Mais algo para preocupar quem está se precavendo de todas as formas possíveis do coronavírus SARS-CoV-2. E mais que pode virar argumento para negacionistas. No entanto, a recomendação de profissionais da saúde é: considerar que os sintomas suspeitos são covid-19 até que o diagnóstico positivo ou negativo saia.

É difícil dissociar sintomas a virose e da covid-19. Coriza, mal estar generalizado, dor no corpo, garganta ruim, dor de cabeça, febre... a congestão nasal causada pela gripe pode dificultar que a pessoa sinta cheiros. E a perda de apetite pode fazer com que o doente não tenha um paladar muito aguçado. Perda de olfato e paladar são sintomas muito característicos de covid-19, mas são intensos e podem demorar vários dias.

O infectologista Lourival Marsola ressalta que além da taxa de ocupação de leitos no Pará já estar na margem de 80% na rede pública, a rede privada também já está no limite de operação. Também destaca: não existe tratamento precoce para covid-19. O único real tratamento é vacina e a campanha nacional de imunização segue aquém do esperado, com o Pará na "lanterna" da cobertura vacinal.

Além da pandemia de covid-19, a população precisa se cuidar em relação à epidemia de dengue, que ganha mais força no período de chuvas (Oswaldo Forte / O Liberal / Arquivo / imagem Ilustrativa)

"Não há como dissociar os sintomas das viroses e da covid-19. Até porque ambas podem vir com sintomas de um resfriado leve ou de uma síndrome respiratória aguda grave (SRAG ou SARS, em inglês). Havendo sintomas, é procurar atendimento médico o quanto antes para que seja feito diagnóstico. Estamos num período de umidade alta, que favorece essas viroses que na verdade nós temos o ano todo. E agora, com a chuvas, temos uma epidemia de dengue, que é outra doença que traz um quadro febril agudo", observa Marsola, reforçando que todos os cuidados com a saúde, neste momento pandêmico, são necessários.

Bárbara Azevedo Ruivo — enfermeira, professora e coordenadora do curso de Enfermagem da Uninassau — destaca que mesmo que sintomas de uma ou outra doença sejam muito parecidos ou confusos, já que há uma pandemia de uma doença grave, o ideal é que todos os casos sejam suspeita de covid-19 até que se tenha certeza de ser ou não a doença do coronavírus.

"Devemos todos continuar fazendo as medidas preventivas de higiene, proteção com máscaras... continuamos numa fase vermelha de infecções, num nível muito alto, então todo sinal de virose remete à covid-19 mesmo, até que o exame PCR seja feito. Sem isso, não há como direcionar qualquer tratamento. Até porque contra as influenzas, vírus da gripe, nós temos alguma imunidade e temos vacinas. Contra covid-19 não temos imunidade e só agora estão chegando vacinas. Com o afrouxamento de medidas preventivas, podem ocorrer as duas infecções", comentou Bárbara.

Pará
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