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No Pará, escola ribeirinha volta a ter energia elétrica com doação de estudantes do Rio de Janeiro

Os estudantes da escola Nossa Senhora de Fátima, na comunidade Anã, foram presenteados com um sistema energia solar fotovoltaico

Andria Almeida

Alunos de uma escola municipal de Santarém foram presenteados por alunos de um colégio do Rio de Janeiro com instalação de energia elétrica no educandário, por meio de  sistema solar fotovoltaico. Desde o retorno das aulas presenciais, 139 alunos da Escola Municipal Nossa Senhora de Fátima, localizada às margens direita do Rio Arapiuns, na comunidade Anã, a aproximadamente 600 Km de distância da área urbana da cidade, estavam assistindo as aulas no calor, depois que toda a instalação elétrica do prédio ter queimado junto com o gerador.

A situação gerou comoção, o que resultou em uma ação solidária de alguns estudantes cariocas que arrecadaram R$ 29 mil para compra e instalação do sistema; a eletricidade voltou em julho deste ano e hoje às aulas são dadas com mais dignidade.

A ação solidária faz parte do Projeto Arapiuns, do Colégio Santo Inácio, que realiza ações de voluntariado educativo e ecoturismo na Comunidade de Anã desde 2016. 

“O objetivo do projeto é proporcionar a esses jovens experiências de aprendizagem coletiva com pessoas de realidades socioeconômicas totalmente diferentes. Será uma troca de saberes em torno do uso sustentável de recursos e do cuidado com a nossa casa comum, o planeta terra”, destacou Juliana Lima, assessora de Projetos Sociais e Voluntariado do Colégio Santo Inácio. 

A diretora da escola Nossa Senhora de Fátima, Renata Alves Godinho Fernandes, explica que a escola foi  inaugurada em 1958 e pelo tempo de uso já estava com a instalação totalmente desgastada. Os alunos passaram cerca de 1 ano e meio estudando sem eletricidade.

“Sofremos muito com a falta de energia porque precisávamos para produzir lanche, água gelada, além de imprimir as atividades dos alunos, fazer apostilado. Os professores tinham que vir até Santarém fazer as cópias e depois voltar para a comunidade”, enfatizou.

Com o tempo os professores sentiram o peso do trajeto no bolso, diante de todas as dificuldades a equipe pensou na instalação de uma placa solar de energia. “Ficava muito alto o custo de vida deles, de ir até Santarém, voltar para a comunidade, planejar a aula e voltar novamente. Foi então que a escola pensou em uma placa solar para resolver o transtorno. Fizemos o projeto com a ajuda de um técnico”, disse a diretora.

Alunos celebraram a volta da eletricidade com programação festiva (Divulgação /Colégio Santo Inácio)

A diretora relata que com o projeto pronto, a escola foi em busca de parceiros para realizar a compra e instalação, o empenho foi tanto que conseguiram ultrapassar barreiras estaduais até chegar no Rio de Janeiro.

“Conseguimos encontrar parceria com o Colégio Jesuíta Santo Inácio, do Rio de Janeiro, que se solidarizou com o problema que estávamos passando e resolveu nos apoiar”, contou.

Campanha e apoio 

Para arrecadar recursos para a compra e montagem dos equipamentos, os estudantes do Santo Inácio organizaram campanhas de doação do troco da compra na cantina, além de ações de lanche solidário e até sessões de cinema, com venda de pipoca e brigadeiros. Os estudantes tiveram um reforço na corrente solidária com uma contribuição financeira do Colégio Santo Inácio.

A ação do bem consegiui arrecadar o valor de  R$ 29.000,00 que foi utilizado para comprar as placas solares, pagar o técnico, mão de obra, instalação com novas tomadas e lâmpadas. O ato de amor ao próximo significou muito para os alunos que agora voltam a estudar presencialmente com dignidade.

“Estamos muito gratos a Deus e a escola Santo Inácio, especialmente a pessoa do padre Adilson e aos professores e alunos que se mobilizaram para acontecer essa ação”, agradeceu a diretora da escola.

A diretora relata que a volta da eletricidade trouxe também a qualidade básica de ensino.“Hoje conseguimos fazer as aulas lúdicas diferenciadas, além de ter como usar os aparelhos audiovisuais.  Os professores, os que têm, podem usar seus computadores. Alunos e professores podem tomar uma água geladinha. Podemos voltar a realizar as nossas atividades diurnas e noturnas como as nossas noites culturais”, comemorou a diretora da escola ribeirinha.

Pará
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