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Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+: data celebra a diversidade e reforça a luta contra a violência

Dados da Segup apontam queda de 6,1% no número de ocorrências em todo Estado

Laís Santana

O Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, comemorado em todo mundo nesta terça-feira (28), é um dia dedicado à celebração da diversidade e a luta por direitos, como o combate a violência. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), de janeiro a maio deste ano, foram registradas 76 ocorrências de homofobia contra pessoas LGBTQIA+ em todo o Estado, número que representa queda de 6,1% em relação ao mesmo período de 2021 quando foram 81 ocorrências. Em 2021, de janeiro a dezembro, foram computadas 243 ocorrências e em 2020, no mesmo período, 108 registros.

A data foi instituída em alusão a manifestação de Stonewall, bar gay da região de Manhattan, em Nova York, nos Estados Unidos. No final da década de 1960, o local ficou conhecido após ser palco de inúmeras ações policiais caracterizadas pela violência. Em 28 de junho de 1969, durante mais uma operação no bar, os frequentadores do local reagiram, dando início a uma rebelião que durou dias. A data então se tornou um marco na história da comunidade.

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De lá pra cá, o combate a violência continua sendo uma das pautas do movimento, além de questões como empregabilidade, acesso a políticas públicas, conservadorismo, dentre outras questões. A transsexual Bárbara Pastana, ativista dos Direitos Humanos, explica que a população LGBTQIA+ não quer tirar os direitos das pessoas. "A gente precisa muito falar sobre essa onda de conservadorismo que vem vindo. O nosso papel enquanto instituição, enquanto ser humano, é tentar levar ao outro algo que é bem fácil, que é o amor. É dizer 'eu não quero o seu direito, eu só quero o meu'. Na luta por direitos hoje precisamos travar esse debate com a sociedade. Precisamos ter mais paz e menos violência, olhar o outro com empatia e menos preconceito, sem olhar a cor da pele, a estrutura do cabelo, sem olhar se gosta de homem ou de mulher", destaca. 

Para Pastana, comemorar a data é celebrar a resistência da comunidade. "O 28 de junho é uma data em que se olha para a própria identidade e se declara orgulho, da mesma forma que mulheres reivindicaram o direito pelo voto, por exemplo, e carregam o orgulho de ser mulher, a população LGBTQIA+ também tem orgulho de ser lésbica, bissexual, travesti, transsexual, gay. O orgulho da nossa identidade é o que nos faz viver todos os dias mais e mais. Só o fato de amanhecermos vivas e não ser mais um na estatística da violência que tem aí já é motivo para comemorar. Nesse dia comemoramos a nossa existência e, principalmente considerando o mundo tão violento que vivemos, comemoramos a resistência dessa população", afirma. 

A Segup informa que pessoas vítimas de qualquer tipo de violência, podem procurar a delegacia mais próxima ou a especializada de Combate a Crimes Discriminatórios e Homofóbicos (DCCDH) que investiga e acompanha. De acordo com o órgão, foi lançado em maio deste ano o Plano Estadual de Enfrentamento à LGBTQIA+fobia, ferramenta com iniciativas voltadas ao enfrentamento de forma participativa entre órgãos do Estado e a sociedade.

Eudes Ledo (à esq.) e Bárbara Pastana (à dir.) comentam a importância da data para a comunidade (Cristino Martins / O Liberal)

"A gente deve se orgulhar do que é"

"Eu acredito que perante todas as lutas e batalhas que a nossa comunidade tem travado a gente tem que se orgulhar do que é e assumir nosso papel na sociedade. O que precisa ser mais pregado é amor e respeito, com essas duas chaves a sociedade pode caminhar perfeitamente em seu estado pleno de pacificação", acredita o professor Eudes Ledo, de 38 anos.

Ele se assumiu gay aos 16 anos de idade e com o tempo pode experimentar a aceitação dentro a própria família. Na sociedade o professor revela que é necessário ter "jogo de cintura para mostrar o seu valor". "Eu assumi uma postura firma ao longo dos anos, exijo e vou lutar pelos meus direitos com certeza", afirma. Contudo, até hoje Eudes não consegue entender os motivos pelos quais as pessoas LGBTQIA+ sofrem tanto preconceito. "A gente não consegue entender é porque tanto ódio por uma questão de orientação sexual, por isso a gente clama tanto por mais respeito e amor pelo próxima", declara. 

Violência contra público LGBT, homofobia é crime (Rodolfo Oliveira/Agência Pará)

Programação

Em Belém, as comemorações desta terça-feira contaram com emissão de RG, encaminhamento para 2º via da Certidão de Nascimento e orientações para pessoas trans para alteração de nome civil e gênero na certidão de nascimento, na Ação Cidadã, organizada pelo Movimento LGBTQIA+ do Pará. A programação será realizada no Espaço Mestre Setenta, na av. José Bonifácio, nº 2981, bairro do Guamá, de 8h às 13h. 

No Mercado Municipal de Carne Francisco Bolonha, na Campina, de 9h às 15h, haverá o Arraial da Coordenadoria de Diversidade Sexual de Belém (CDS), com desfile de misses, quadrilhas LGBTQIA+ como a Fogo no Rabo, cardápio com comidas típicas, atendimento jurídico, entrega de preservativos, entre outros materiais.

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