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Crianças na praia: famílias reforçam segurança durante férias de julho

O uso de roupas chamativas é uma das alternativas para não perder os pequenos de vista em meio a aglomerações e na água

Amanda Martins, Lívia Ximenes e Saul Anjos

O cuidado com crianças na praia, especialmente no verão, vai além da proteção solar e hidratação redobradas. O uso de roupas coloridas que chamem a atenção e a observação constante de onde, com quem e o que estão fazendo garantem mais segurança aos pequenos, que são mais sucetíveis aos riscos de lesões, afogamento e desaparecimento. Durante as férias de julho, famílias aproveitam a Praia do Atalaia, em Salinópolis, com medidas de proteção. Entre as orientações do Corpo de Bombeiros Militar do Pará (CBMPA), estão a atenção ao mar agitados e em trechos com bandeira vermelha, além manter a criança hidrata e protegida do sol com protetor solar. 

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O coronel Jaime Oliveira, comandante operacional do CBMPA, disse que os acidentes mais frequentes registrados pela instituição são afogamentos, crianças perdidas na praia, queimaduras causadas pelo sol ou pela areia quente, desidratação, insolação, cortes provocados por vidros ou objetos na areia e acidentes durante brincadeiras próximas ao mar.

Entre as orientações importantes a serem adotadas na praia, ele informou que os responsáveis precisam estar sempre com as crianças, não deixando-as sozinhas dentro ou próximas da água, além de manter supervisão constante, sem distrações com celular ou conversas.

“Dar preferência às áreas monitoradas por guarda-vidas. Respeitar a sinalização de segurança. Manter a criança hidratada e protegida do sol com protetor solar, chapéu e roupas com proteção UV. Estabelecer um ponto de encontro em caso de separação", afirmou.

O militar acrescentou que também é preciso ter cuidado na hora de tomar banho na praia. Quando houver bandeira vermelha, mar agitado, tempestades, baixa visibilidade ou quando o guarda-vidas orientar que aquele trecho apresenta risco, a recomendação das autoridades é não entrar no mar, mesmo sob acompanhamento de um adulto.

 “Evite locais com correnteza forte, valas e mudanças bruscas de profundidade. Prefira entrar no mar em áreas protegidas por guarda-vidas e respeite as bandeiras de sinalização. Os horários da manhã e do final da tarde costumam ser mais seguros em relação ao calor intenso, mas a segurança depende principalmente das condições do mar e da presença de guarda-vidas”, disse.

Caso uma criança desapareça ou se perca na faixa de areia, os pais precisam procurar imediatamente o posto de guarda-vidas ou um bombeiro militar, falar as características da criança, como roupa, idade e nome. “Não perca tempo procurando sozinho por longos períodos. Quanto mais cedo o Corpo de Bombeiros for acionado, maiores são as chances de localizar a criança rapidamente”, destacou Jaime.

Se uma criança apresentar sinais de afogamento ou passar mal devido ao calor, a população pode acionar um guarda-vidas por meio do telefone 193. “Não tente realizar um salvamento entrando na água se não possuir treinamento. Em casos de calor excessivo, leve a criança para um local sombreado, ofereça água, resfrie o corpo e procure atendimento caso os sintomas persistam”, complementou.

Para ajudar na identificação de crianças nas praias, o Corpo de Bombeiros tem as pulseirinhas CARE, que possuem QR Code de identificação, com o nome, idade e telefone do responsável que receberá informações. Além deste item, o coronel Jaime aconselhou que é preciso que a criança utilize roupa de cores vivas e que os responsáveis tirem uma foto da vestimenta, assim como seja estabelecido um ponto de encontro e mantenha a criança sempre ao alcance da visão e, quando pequena, ao alcance de um braço.

Diversão sem perigo

A servidora pública Damoriê Lima mora em Tucuruí e foi à praia com os filhos Pedro, de 3 anos, e Ana Paula, de 12 anos. A família, que possui uma casa na cidade, costuma ir anualmente ao local e opta por ficar perto das “piscininhas” naturais, formadas pela água do mar. A escolha é, principalmente, para que o Pedro se divirta sem correr perigo.

image Damoriê e Pedro costumam ficam em "piscininhas" (Foto: Carmem Helena | O Liberal)

“Além de restringir o trânsito dos carros, ele não corre. Ele fica aqui brincando nessa água parada. Ele só entra no mar acompanhado, a gente vai sempre com ele e ele já sabe que ele só pode ir com adulto”, conta Damoriê. Na “psicininha”, o menino também se diverte com outras crianças. Quando o levam para o mar, precisam segurá-lo com firmeza, evitando que a correnteza e a força das ondas o machuque.

A proteção de Pedro é reforçada com blusa de mangas compridas, protetor solar e água mineral. “Ele escolhe sempre a [roupa] mais chamativa, porque, tanto a gente consegue visualizar, caso tenha aglomeração, quanto na água, caso aconteça de ter um afogamento”, explica Damoriê. A mãe relata que viu a importância desse tipo de vestimenta em um material divulgado pelo Corpo de Bombeiros Militar (CBM).

Os corretores comerciais Leandro e Susana Garcia estiveram na Praia do Atalaia com os sobrinhos Isaac, de 6 anos, e Yosef, de 3 anos. Acompanhados do filho e da nora, o casal tem ajuda na observação das crianças que bricam no mar e na areia. “O movimento é muito intenso, é carro, moto e todo tipo de automóvel circulando”, relata Leandro.

image Susana e Leandro bricam com Isaac e Yosef em locais seguros da praia (Foto: Carmem Helena | O Liberal)

O casal, para promover diversão sem deixar a segurança de lado, vai junto aos pequenos para o mar, sempre mantendo o contato físico. “Além de serem crianças, não conseguem entender muito o perigo que tem no mar. Aí, a gente tem que ficar controlando. Deixa entrar um pouco, fica próximo da onda e, depois, fica supervisionando. A gente sempre faz esse trajeto”, diz. O uso de roupas de banho adequadas e protetor solar é indispensável para a família.

Os erros mais frequentes que os responsáveis cometem ao levar crianças para a praia:

  • Acreditar que boias substituem a supervisão.
  • Permitir que a criança entre sozinha na água.
  • Distrair-se com celular ou bebidas alcoólicas.
  • Permanecer distante da criança.
  • Ignorar a sinalização das praias.
  • Expor a criança ao sol nos horários mais quentes, entre 10h e 16h.

 

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