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ITENS DE VERÃO

Óculos de sol disparam nas vendas, enquanto coletes e boias ainda aguardam reação no comércio

Comércio registra alta expressiva na procura por óculos para as férias de julho, mas lojistas de itens de praia avaliam que movimento segue abaixo do esperado e apostam na segunda quinzena do mês

Jéssica Nascimento

14 de julho de 2026 às 09:00

Loja de óculos no centro comercial de Belém.

Loja de óculos no centro comercial de Belém. ( Foto: Foto: Ivan Duarte )

O início das férias de julho tem apresentado cenários distintos para o comércio de produtos voltados ao verão amazônico em Belém. Enquanto as lojas de óculos de sol registram aumento expressivo nas vendas até esta segunda (13/07), impulsionado pela preparação dos consumidores para viagens e passeios, comerciantes de coletes, boias e acessórios de praia ainda consideram o movimento abaixo das expectativas e esperam uma recuperação na segunda metade do mês.

(Foto: Ivan Duarte)
(Foto: Ivan Duarte)

Óculos de sol lideram a procura

Em uma loja de óculos no centro comercial da capital, o movimento superou as expectativas logo nas primeiras semanas de julho. Segundo o atendente Rhuany Azevedo, a procura cresceu cerca de 70% em relação ao período anterior e a expectativa é fechar o mês com um aumento de até 100% nas vendas.

Rhuany Azevedo.
Rhuany Azevedo. (Foto: Ivan Duarte)

"Do início de julho pra cá, até o dia 13, a venda de óculos de sol aqui já aumentou cerca de 70%. A nossa expectativa até o final de julho é que as vendas cheguem aos 100%", afirma.

De acordo com ele, a loja chegou a reforçar o estoque para atender à demanda. "A gente já teve que pedir mais mercadorias porque houve uma grande procura. Hoje, inclusive, está chegando mais óculos", relata.

Os modelos menores, considerados mais estilosos e procurados para fotografias durante as viagens, lideram as vendas. O público feminino representa a maior parte dos clientes.

Rhuany Azevedo durante entrevista ao Grupo Liberal.
Rhuany Azevedo durante entrevista ao Grupo Liberal. (Foto: Ivan Duarte)

"As mulheres estão procurando muito mais estilo, óculos para bater fotos. Julho é a época que elas gostam de se arrumar mais", diz.

Os preços variam entre R$ 50 e R$ 60 no varejo e de R$ 18 a R$ 35 no atacado. Segundo o comerciante, a loja vende, em média, cerca de 500 óculos por dia, somando as modalidades de atacado e varejo.

(Foto: Ivan Duarte)
(Foto: Ivan Duarte)

Itens de praia ainda esperam aquecimento

O cenário é diferente para quem comercializa produtos de praia e piscina. Embora alguns itens de segurança infantil tenham boa saída, o volume geral de vendas ainda não alcançou o desempenho registrado no mesmo período do ano passado.

Segundo a gerente de uma loja de variedades, Josany Silva, os coletes infantis e protetores de braço são os produtos mais procurados neste início de férias.

Josany Silva.
Josany Silva. (Foto: Ivan Duarte)

"A venda de itens de praia está até nos surpreendendo, principalmente no item de segurança. Os coletes e a proteção de braço das crianças estão saindo bastante", afirma.

A mercadoria chegou recentemente à loja e, em apenas uma semana, cerca de 30 coletes já foram vendidos. Ainda assim, ela considera que o ritmo permanece abaixo do esperado.

(Foto: Ivan Duarte)
(Foto: Ivan Duarte)

"Em comparação ao ano passado, as vendas ainda estão fracas. Já estamos quase na metade de julho e eu estou achando o movimento baixo", avalia.

Além dos coletes, as boias de maior tamanho e as camas infláveis aparecem entre os produtos mais vendidos. Os coletes custam cerca de R$ 26 no varejo e entre R$ 20,99 e R$ 22 no atacado. Já as boias variam entre R$ 35 e R$ 60, dependendo do modelo e do tamanho.

(Foto: Ivan Duarte)
(Foto: Ivan Duarte)

Expectativa é de melhora na segunda quinzena

Apesar do desempenho ainda tímido dos itens de praia, a expectativa dos comerciantes é de crescimento nas próximas semanas, já que muitos consumidores programaram as férias para a segunda quinzena de julho.

(Foto: Ivan Duarte)
(Foto: Ivan Duarte)

"A gente está esperando que o movimento melhore mais porque muita gente deixou para sair de férias agora na segunda quinzena. Nossa expectativa está baseada nesse período", afirma Josany.