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Cheia do Rio Xingu deixa famílias em situação crítica na região ribeirinha de Altamira

Comunidades como Ilha do Chicote, Espelho, Boa Esperança, Morro dos Araras, Passai, Porcão e Furo do Prego estão entre as mais afetadas pela enchente

Andria Almeida

Moradores de pelo menos 16 comunidades da região ribeirinha estão sofrendo com a cheia do Rio Xingu, em Altamira, sudoeste do Pará. As comunidades afetadas ficam cerca de 2h30 de distância da área urbana do município,o que dificulta ainda mais o apoio às famílias.

Comunidades como Ilha do Chicote, Espelho, Boa Esperança, Morro dos Araras, Passai, Porcão e Furo do Prego estão entre as mais afetadas pela enchente. A líder comunitária da Ilha do Chicote, Maria de Fátima Dias, relatou as dificuldades enfrentadas com subida do rio.

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"Nós estamos morrendo afogados com a água do rio, o nosso povo está passando por necessidade, por fome, eu peço socorro. Eu levantei de cima da minha cama a noite, eu botei meus pés no chão e a água deu no meio das minhas coxas. As crianças estão passando por necessidade”, contou a líder comunitária.

Maria de Fátima disse ainda que a Defesa Civil de Altamira já esteve na localidade onde mora, e que a situação está cada vez pior e até agora a Defesa Civil não fez nada para amenizar a situação das famílias, de acordo com ela.

Legenda (Maria de Fátima)

"Ei, equipe da Defesa Civil vamos salvar as vidas, vocês vieram mês passado e viram a situação. Agora multiplicou o que vocês viram, todo mundo perdeu tudo e agora está muito pior”, declarou.

Casas e plantações estão totalmente alagadas e as famílias não têm para onde ir. A líder comunitária, emocionada, pediu que algo fosse feito com urgência. "Eu tô em desespero, eu não aguento mais perder nada, eu não aguento trabalhar e ver a situação desse povo, vivendo desse jeito, eu não aguento mais", enfatizou.

Em nota, a Defesa Civil Municipal informou que uma equipe já foi selecionada e a nomeação da coordenação e integrantes está prevista para ainda esta semana.

Ainda de acordo com a Defesa Civil, antes que isso ocorra, a responsabilidade de acesso, realização de levantamento de danos e relato das situações locais é de responsabilidade do corpo de bombeiros local. Por isso ainda não se tem informações oficiais. Mesmo assim, diz a nota, as secretarias municipais que poderão  prestar algum tipo de apoio estão traçando planos para atuar na retaguarda, e o município vai dar suporte a eventuais ações dos bombeiros ou da equipe da Defesa Civil Estadual, que é quem normalmente age quando ainda não há uma coordenação municipal, declarou o órgão. 

O Corpo de Bombeiros de Altamira, que representa a Defesa Civil Estadual no município, disse que ainda não foi acionado oficialmente pela Defesa Civil Municipal sobre essa situação.

A Prefeitura de Altamira informou que recentemente instalou a corregedoria de Defesa Civil Municipal, além de uma comissão que vai realizar esse trabalho, mas que até o momento não tem conhecimento sobre alagamento de áreas ribeirinhas no Rio Xingu.

Em nota, a Norte Energia, empresa responsável pela usina Belo Monte, instalada no Rio Xingu, informou que as comunidades afetadas estão localizadas acima do reservatório da usina, e que, portanto, não sofrem influência da operação do empreendimento.

Efeitos das chuvas em Altamira

Duas pontes de acesso à área urbana do município de Altamira, localizadas na BR-230, desabaram na última segunda-feira (12) por conta das fortes chuvas naquela região.

Segundo moradores da área, serviços de manutenção das estruturas foram realizados há 3 meses. Parte do aterro também foi levado pela força da água.

Em nota, a Secretaria Municipal de Obras, Viação e Infraestrutura de Altamira (SEMOVI), informou que está ciente sobre o desabamento de uma das pontes no travessão da 5, sobre o Igarapé Panelas, e ressalta que essas enchentes são  históricas no município. Assim que o nível da água baixar a equipe técnica irá realizar um estudo para construção da nova ponte.

Pará
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