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Câncer cerebral: conheça os sintomas e entenda a importância de diagnóstico precoce

O tumor é raro e de difícil reconhecimento, pois não há exames de rotina para diagnóstico precoce da doença

Fabyo Cruz

A conscientização e combate do câncer cerebral ganham mais notoriedade no Brasil com a campanha Maio Cinza. O tumor é raro e de difícil reconhecimento, pois não há exames de rotina para diagnóstico precoce da doença. Especialistas alertam para sinais, como constantes dores de cabeça, que apesar de corriqueiros, podem ser indicativos da enfermidade. O diagnóstico precoce é fundamental no êxito da cirurgia e do tratamento aos quais o paciente será submetido.  

Em dezembro de 2019, o analista financeiro Rodrigo Pimentel, 30 anos, percebeu o surgimento de um terçol - lesão arredondada em forma de nódulo - próximo ao olho esquerdo, mas não imaginava que se tratava de um câncer cerebral. As enxaquecas eram frequentes. Ele decidiu procurar ajuda médica ao perceber que a infecção não desaparecia ao longo dos meses. O paciente passou por algumas cirurgias, chegando a perder a visão do olho esquerdo, e depois fez a biópsia que constatou a presença do tumor.

“Foi um choque descobrir pela biópsia que o tumor era maligno. O grande erro médico foi ter feito a cirurgia ao invés do exame, por esse motivo acabei perdendo a visão e o olho esquerdo. A partir disso, comecei a procurar e conhecer mais sobre o câncer. Hoje estou em tratamento, passei pelo quinto exame cirúrgico no final do ano passado. As coisas melhoraram, mas ainda sinto uma dor de cabeça sem fim. Meu médico ressalta que o tumor ainda está no meu cérebro, com a radioterapia tento amenizar as dores e queimar a raiz do tumor do câncer”, disse Rodrigo Pimentel.
    
Além das dores de cabeça, mudanças comportamentais, perda ou alteração de algumas funções do organismo podem ser outros sinais da doença, diz a médica oncologista Marcella Fernandes, da Oncológica do Brasil, em Belém. “Às vezes os sinais são os sintomas mais comuns do nosso dia a dia, a gente pensa até que não possa ser uma coisa séria, porém buscar ajuda rapidamente é importante para esses tipos de tumores e o diagnóstico precoce é fundamental para o tratamento e a cirurgia do paciente”, comenta a especialista.

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Marcella Fernandes afirma que é importante estar atento para sintomas neurológicos, como a cefaléia persistente, ou seja, a dor de cabeça intensa, que permanece mesmo depois do constante consumo de medicamentos. “Às vezes negligenciamos sintomas comuns por acharmos que não é nada demais, que é fruto do nosso cansaço, ou um problema de vista como dizem muitas pessoas, mas isso pode ser o início de um tumor”, afirma a oncologista. Mudanças comportamentais, perda ou alteração de algumas funções do organismo também são sinais de alerta.

“É importante estar atento aos défices neurológicos, por exemplo, a paralisia facial ou de um braço, quando isso acontece se preocupam mais, da mesma forma quando surgem as convulsões. Sintomas menos comuns como a cefaléia progressiva, sem melhora com o consumo constante de analgésicos, requer o cuidado dos pacientes que podem procurar um clínico ou um próprio neurologista para fazer os exames iniciais, já que não existe um rastreio do tumor cerebral”, explicou a Marcella Fernandes.  

A médica ressalta que atualmente não estão definidos os fatores de risco para os tumores do Sistema Nervoso Central (SNC), formado pelo cérebro e a medula espinhal, por tanto, as causas são multifatoriais, ou seja, a doença é provocada pelo somatório de várias alterações genéticas. Algumas dessas alterações são adquiridas durante a vida, por predisposição ou por exposição. Outras são hereditárias e estão presentes em algumas síndromes familiares associadas com tumores do SNC, como a neurofibromatose.

Além das dores de cabeça, mudanças comportamentais, perda ou alteração de algumas funções do organismo podem ser outros sinais da doença, diz a médica oncologista Marcella Fernandes, da Oncológica do Brasil, em Belém (Ivan Duarte/O Liberal)

Fatores que reconhecidamente aumentam o risco são:

- Exposição a radiação ionizante - por exemplo, profissionais que lidam com raios-X, pessoas que se submetem à radioterapia ou a exames excessivos com radiação (tomografia).
- Deficiência do sistema imunológico - seja ela causada pelo vírus HIV ou pelo uso de medicamentos ou drogas que suprimem o sistema imunológico.

Sinais de alerta para a doença:

-Perda de funções neurológicas
-Dores de cabeça
-Náuseas e vômitos
-Convulsões
-Dificuldades de equilíbrio
-Visão turva
-Mudanças de comportamento
-Sonolência acentuada e coma

Dados da doença:

-O câncer do SNC representa de 1,4 a 1,8% de todos os tumores malignos no mundo. Cerca de 88% dos tumores de SNC são no cérebro.

-Estimativas de novos casos: 11.090, sendo 5.870 homens e 5.220 mulheres (2020 - INCA); 

-Número de mortes: 9.355, sendo 4.787 homens e 4.567 mulheres (2020 - Atlas de Mortalidade por Câncer - SIM)

Pará
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