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Linfoma: campanha Agosto Verde Claro alerta sobre diagnóstico precoce do câncer

Sespa já registrou 49 casos em 2022, até o momento; autoexame pode ser determinante para o sucesso do tratamento

Camila Azevedo

Os casos de câncer no sistema linfático, mais conhecido como linfoma, registrados no Pará de janeiro a agosto de 2022 já somam 49, sendo 26% do total de 2021, quando a Secretaria de Saúde Pública do Pará (Sespa) contabilizou 188 pessoas com a doença. Para evitar o aumento destes números, a campanha Agosto Verde Claro tem o objetivo de conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico precoce, que pode ser determinante para o desenvolvimento de um bom tratamento. 

O linfoma é uma doença genética maligna em que ocorre alteração no DNA, ou seja, as células começam a se multiplicar de forma desenfreada, e é considerado um dos dez tipos de câncer mais incidentes em homens e mulheres, conforme o Instituto do Câncer (INCA). A entidade aponta, ainda, que cerca de 14,5 mil casos devem ser diagnosticados no país neste ano

A patologia não é hereditária, não passa de pai para filho, mas existem fatores de risco que aumentam a predisposição ao aparecimento, como grande exposição à radiação.

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O primeiro indicativo que pode acender um alerta para o paciente buscar ajuda médica é o surgimento de gânglios pelo corpo, na região do pescoço, axilas e, até, na virilha. A médica hematologista Giovanna Ghelfond explica que, além disso, é necessário ficar alerta para outros tipos de sintomas. “Existem os que a gente chama de sintomas B, que seria a febre, perda de peso inexplicável, com mais de 10% do peso do paciente, e sudorese noturna, que é aquele suor excessivo de forma desproporcional”, lista a especialista. 

O autoexame é indicado pela médica como uma forma de ter atenção ao corpo e ao que ele pode estar apresentando, estando entre as opções que levam a pessoa a procurar atendimento. “Uma lição que eu dou para as pessoas, em geral, é: se perceba, veja se tem algo diferente no seu corpo, tudo aquilo que é estranho e que persiste, não desaparece e começa a ter um aumento progressivo precisa procurar ajuda médica, porque pode ser algo estranho, uma doença”, afirma Giovanna.

Sinais de alerta

Os gânglios podem ser confundidos com uma dor de garganta ou algum outro tipo de infecção, levando o paciente à automedicação. Foi o que fez o bancário de 26 anos Jorge Lucas, que convive com os sintomas da doença desde agosto de 2021. Ele usou analgésicos e antitérmicos para aliviar as fortes dores de garganta e febre que sentia, mas a presença da íngua no pescoço já era um fator que denunciava a existência de algo a mais. “Eu comecei a sentir alguns sintomas característicos, suor noturno, perda de peso. Não sou adepto a atividades físicas, então me causava estranheza perder muito pedo sem praticar algum tipo regular de exercício físico. O gânglio apareceu primeiramente de um lado, começou pequeno, mas foi crescendo”, conta.

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O resultado do exame veio em dezembro do mesmo ano, após uma série de exames e biópsia com a coleta do material. Mesmo com as dificuldades que o tratamento pode apresentar, Jorge não se deixou abalar e buscou forças na fé e na família. Atualmente, a doença está em fase de remissão, o que é motivo de comemoração para o bancário. “O que eu sempre tive como norte é que a gente tem que encarar a doença de frente, encarar o tratamento e não fugir ou achar que é o fim de tudo. Pelo contrário, achei que seria o início da minha curta, da minha recuperação”, diz. 

Tratamento

O tratamento depende do tipo de linfoma do paciente. Normalmente, é a base de quimioterapia e algumas sessões de radioterapia. Dependendo do estado da doença, a pessoa pode se beneficiar do transplante de medula óssea. 

Fatores de risco 

A hematologista destaca algumas situações que tornam mais propício não só o aparecimento do linfoma, mas como os demais tipos de câncer: “Exposição a radiação, produtos químicos, tabagismo, infecções virais, como o HIV, o vírus da mononucleose, podem realmente predispor um quadro de linfoma com mais prevalência”, finaliza.

Tipos de linfomas

Em geral, os sintomas de um tipo e de outro são bem semelhantes, havendo mudanças na faixa etárias em que eles predominam e no tipo de organização das células do corpo humano.

  • Linfoma de Hodking: mais comum na população de adolescentes e adultos jovens (15 a 29 anos), adultos (30 a 39 anos) e idosos (75 anos ou mais), se caracterizando por ser espalhando de forma ordenada nos vasos linfáticos;
  • Linfoma não Hodking: não há uma ordenação das células malignas ao se espalharem pelo organismo e é mais comum ser visto em pacientes mais velhos, acima de 50 anos. 
Pará
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