Vinho mais barato e chocolate europeu no Brasil: veja o que pode mudar com acordo Mercosul-UE

Nessa sexta-feira (9), países europeus aprovaram o novo tratado de maneira provisória. A expectativa é que tudo seja formalizado até segunda-feira (12), com assinatura da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen

Lívia Ximenes
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Países europeus aprovaram, provisoriamente, o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia (UE), nessa sexta-feira (9). A mudança pode provocar queda do preço de vinhos e reduzir o imposto de importação de chocolates, gerando mais variedade de produtos no Brasil. A formalização do tratado deve correr até às 13h (horário de Brasília), com envio das confirmações por escrito, segundo as agências France Press e Reuters.

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As negociações entre Mercosul e UE perduram há mais de 25 anos. Caso o acordo seja, de fato, firmado, ele abre a maior área de livre comércio do mundo. A assinatura da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, pode ocorrer nesta segunda-feira (12).

Os maiores produtores mundiais de vinho se concentram na Europa, em países como Itália, França e Espanha, conforme dados da International Organisation of Vine and Wine (OIV). Sendo assim, de acordo com o professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Roberto Kanter em entrevista ao g1, isso resulta em preços baixos em território europeu.

“Com as tarifas atuais, é melhor você importar um vinho de 15 euros do que de cinco. Por quê? Porque a tarifa do imposto acaba igualando todos eles em uma faixa semelhante de preço e o cliente brasileiro que compra vinho da Europa já está disposto a pagar mais caro por ele”, afirma Roberto. O professor acredita que o acesso a vinhos de qualidade média vai crescer no Brasil, com preços competitivos e taxa reduzida de forma gradual.

Em relação ao chocolate, o Brasil já é grande produtor e tem mercado diversificado com empresas locais e internacionais. O acordo entre Mercosul e União Europeia não beneficia, diretamente, o bolso do brasileiro, mas abre oportunidades para mais produtos estarem nas prateleiras. Os importadores, com menor tarifa, receberão mais, conforme o professor.

“Marcas que hoje se concentram nas grandes capitais poderão expandir suas operações, abrindo lojas e quiosques em cidades menores”, explica Roberto. Como exemplo, ele cita uma empresa suíça que não possui fábricas, apenas pontos de venda, em território brasileiro. “O consumidor pode passar a encontrar marcas premium de chocolates europeus que hoje não estão no Brasil”, fala.

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