Trump diz que EUA assumirão controle de Ormuz e cobrarão pedágio por segurança da via
A cobrança de taxas para a travessia de Ormuz por parte do Irã tem sido rechaçada por líderes europeus e americanos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que Washington assumirá o controle do Estreito de Ormuz e cobrará uma espécie de pedágio. Ele sugeriu que o país será remunerado por garantir a segurança da principal rota marítima de exportação de petróleo do Oriente Médio. As declarações foram feitas à Fox News, em meio à escalada das tensões com o Irã.
Trump declarou que os Estados Unidos atuarão como "guardiões do estreito" e "serão pagos por tomar conta" da passagem estratégica. O presidente afirmou que o Irã "deveria reembolsar" os custos dessa operação, sem fornecer detalhes sobre a forma de pagamento.
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) classificou as declarações do republicano como "arrogantes". A ideia de cobrança de taxas para a travessia de Ormuz, quando partia do Irã, tem sido rechaçada por líderes europeus e americanos, incluindo o próprio Trump.
Dúvidas sobre o controle do estreito
As afirmações de Trump sobre o controle do Estreito de Ormuz também geraram dúvidas sobre as declarações do Comando Central dos EUA (Centcom), que negou o domínio persa sobre a hidrovia. Ao comentar sobre a nação persa, Trump disse que a República Islâmica "não tem mais nada".
Ele também afirmou que os líderes iranianos são "negociadores profissionais". Trump declarou que havia um acordo entre Washington e Teerã, mas que "eles romperam o tratado, como sempre fazem".
Situação militar e política interna dos EUA
O presidente destacou a ofensiva militar conduzida pelos EUA na noite anterior. Trump afirmou que as forças americanas "atingiram o Irã com muita força".
Ainda na entrevista, Trump comentou a política doméstica. Ele disse que os Estados Unidos poderão enfrentar uma paralisação parcial do governo ("shutdown") em setembro. Isso ocorreria caso não seja encerrado o mecanismo do filibuster, uma regra do Senado que exige 60 votos para levar a maioria dos projetos à votação.
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