VÍDEO: Trump confirma ataque a Caracas e diz que Maduro foi capturado
Operação militar dos EUA na Venezuela teria retirado o presidente Nicolás Maduro do país; governo venezuelano decretou estado de emergência
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou neste sábado (3) uma operação militar contra a Venezuela, com ataque à capital, Caracas. Segundo Trump, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, foi capturado e retirado do país. A informação foi publicada na rede Truth Social.
A ação militar gerou reações imediatas do governo venezuelano, que decretou estado de emergência em todo o território nacional. Em comunicado, autoridades da Venezuela classificaram a ofensiva como uma “grave agressão militar perpetrada pelo governo atual dos Estados Unidos contra o território e a população venezuelanos”.
EUA dizem que Maduro foi levado com a esposa
Em publicação, Trump afirmou que a operação foi realizada “em conjunto com as forças de segurança americanas” e que uma coletiva de imprensa deve ocorrer ainda neste sábado. “Os Estados Unidos realizaram com sucesso um ataque em larga escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado e levado para fora do país juntamente com sua esposa”, escreveu.
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O governo da Venezuela confirmou ataques a localidades civis e militares nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, além da capital. Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram colunas de fumaça e explosões em diferentes pontos de Caracas.
Governo venezuelano convoca mobilização nacional
Em nota oficial, o governo de Nicolás Maduro conclamou a população e as Forças Armadas para se mobilizarem contra o que chamou de “agressão imperialista”. “O povo da Venezuela e sua Força Armada Nacional Bolivariana, em perfeita fusão popular-militar-policial, estão mobilizados para garantir a soberania e a paz”, diz o texto.
Crise entre EUA e Venezuela se intensificou em 2024
As tensões entre os dois países aumentaram nos últimos meses após os Estados Unidos iniciarem ações militares no Caribe e na América Latina sob o argumento de combate ao tráfico internacional de drogas. Nicolás Maduro foi citado como chefe do grupo Cartel de los Soles, considerado organização terrorista internacional pelos norte-americanos.
Em novembro de 2024, Trump e Maduro chegaram a conversar. O presidente venezuelano disse que o diálogo havia sido “agradável”, mas que os desdobramentos posteriores não foram positivos. Dois dias antes da ofensiva, Maduro havia manifestado disposição para retomar conversas com o governo norte-americano.
Colômbia e Irã reagem ao ataque dos EUA
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, utilizou as redes sociais para alertar que “estão bombardeando Caracas” e pediu uma reunião urgente da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da Organização das Nações Unidas (ONU).
O governo do Irã também condenou os ataques, classificando-os como “posições irresponsáveis” e acusando os EUA de violar princípios da Carta da ONU e do direito internacional.
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