EUA x Venezuela: 3 países condenam ofensiva militar contra Caracas; Argentina comemora
Governos de Cuba, Irã, Rússia e Colômbia reagiram à ofensiva militar dos EUA; veja as mensagens
Após o que o governo da Venezuela classificou como uma ofensiva militar dos Estados Unidos em seu território, diversos líderes e países passaram a reagir ao episódio. O presidente norte-americano, Donald Trump, confirmou os ataques à capital Caracas e afirmou ter capturado o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e sua esposa.
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, utilizou as redes sociais para alertar sobre os bombardeios. “Alerta para o mundo inteiro: atacaram a Venezuela. Estão bombardeando Caracas com mísseis. A OEA e a ONU devem se reunir imediatamente”, escreveu.
Venezuela fala em Estado de Comoção e mobilização nacional
Em nota oficial, o governo venezuelano informou que Maduro assinou um decreto que declara Estado de Comoção Externa em todo o país. O texto determina ações emergenciais para proteger a população, assegurar o funcionamento das instituições e enfrentar a agressão armada.
“Convocamos todas as forças sociais e políticas do país a ativarem os planos de mobilização e a repudiar este ataque imperialista”, afirma o comunicado. A mobilização inclui a Força Armada Nacional Bolivariana, que, segundo o governo, atua em conjunto com a população e as forças policiais para garantir a soberania.
Cuba, Irã e Rússia se manifestam contra a ação militar
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, declarou apoio ao governo de Maduro. “Cuba denuncia e exige reação urgente da comunidade internacional contra o ataque criminoso dos EUA à Venezuela. Nossa zona de paz está sendo brutalmente atacada”, disse, em publicação nas redes sociais.
O governo do Irã também se posicionou, chamando a ação de “violação flagrante da soberania nacional e da integridade territorial” da Venezuela. O Ministério das Relações Exteriores iraniano pediu que o Conselho de Segurança da ONU atue de forma imediata para interromper a agressão e responsabilizar os envolvidos.
A Rússia, por sua vez, expressou preocupação com o conflito. Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores russo afirmou estar “profundamente preocupado” e reforçou a necessidade de resolver a situação por meio do diálogo e sem escalada militar.
Argentina celebra ação dos EUA
Entre as reações, a do presidente da Argentina, Javier Milei, destoou dos demais líderes. Ao repostar uma notícia sobre a captura de Maduro, Milei escreveu: “A liberdade avança. Viva a liberdade, carajo”.
Governo venezuelano denuncia ataque à comunidade internacional
Na madrugada deste sábado (3), a Venezuela apresentou denúncia formal à comunidade internacional. Segundo o comunicado divulgado pelas autoridades locais, a operação militar dos EUA violaria princípios fundamentais da Carta da ONU, como soberania, igualdade entre os Estados e proibição do uso da força.
O documento afirma ainda que o suposto ataque representa “uma grave ameaça à paz e à estabilidade da América Latina e do Caribe”. O governo venezuelano acusa os EUA de tentar assumir o controle de recursos estratégicos, como petróleo e minerais, e reforça que seguirá defendendo a independência nacional diante de pressões externas.
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