Lula se manifesta sobre ataques dos EUA à Venezuela: ‘Ultrapassam uma linha inaceitável’
O presidente do Brasil publicou nota em redes sociais por volta das 10h08 desse sábado (3)
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, se manifestou sobre os ataques dos Estados Unidos (EUA) à Venezuela, ocorridos nesse sábado (3). Em nota publicada nas redes sociais, por volta das 10h08, Lula disse que as ações “ultrapassam uma linha inaceitável” e as classificou como “uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela”. O Chefe de Estado brasileiro cobrou resposta da comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas (ONU), e disse que o Brasil está disponível para promover diálogo e cooperação.
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“A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões.”, escreveu Lula. O presidente também afirmou que a ação dos EUA “lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe”.
“Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”, afirmou o Líder brasileiro. Lula ressaltou que a atividade dos Estados Unidos é uma ameaça à preservação da área como uma zona de paz.
Confira a nota completa do presidente Lula sobre os ataques dos EUA à Venezuela
"Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional.
Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo.
A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões.
A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz.
A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação."
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