Inteligência dos EUA tem indícios de que China prepara envio de armas ao Irã, diz TV

Donald Trump, deve visitar a China no começo do próximo mês para conversas com o presidente chinês Xi Jinping

Estadão Conteúdo
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A inteligência dos Estados Unidos tem indícios de que a China estaria se preparando para entregar novos sistemas de defesa aérea ao Irã nas próximas semanas, segundo a rede de TV CNN. A emissora atribuiu a informação a três fontes familiarizadas com o assunto.

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O movimento seria provocativo, segundo a CNN, considerando que Pequim afirmou ter auxiliado no acordo de cessar-fogo que interrompeu a guerra entre Irã e Estados Unidos no início desta semana.

O presidente dos EUA, Donald Trump, deve visitar a China no começo do próximo mês para conversas com o presidente chinês, Xi Jinping.

A inteligência americana destacou que o Irã pode estar usando o cessar-fogo como uma oportunidade para recompor determinados sistemas de armas com a ajuda de parceiros estrangeiros importantes, segundo as informações da TV americana.

Pequim estaria se preparando para transferir sistemas de mísseis antiaéreos portáteis disparados do ombro, conhecidos como MANPADS, de acordo com as fontes da CNN. Os equipamentos representariam uma ameaça assimétrica às aeronaves militares dos EUA voando a baixa altitude.

Um porta-voz da embaixada chinesa em Washington afirmou que a China nunca forneceu armas a nenhuma das partes do conflito e que as informações em questão são "inverídicas".

Papel da China

O envio de MANPADS ao Irã marcaria uma escalada no apoio da China ao país desde que os EUA e Israel lançaram sua campanha militar conjunta em fevereiro.

Segundo a CNN, fontes com acesso a relatórios de inteligência avaliam que a China não teria interesse estratégico em se envolver diretamente no conflito para defender o Irã, já que esse cenário seria visto como inviável.

A leitura é que Pequim prefere preservar a relação com Teerã - de quem depende fortemente para o abastecimento de petróleo - ao mesmo tempo em que mantém uma postura pública de neutralidade, o que lhe garantiria margem de negação no pós-guerra.

De acordo com a emissora, essas mesmas fontes afirmam que autoridades chinesas podem sustentar que eventuais envios de sistemas de defesa aérea têm caráter essencialmente defensivo, numa tentativa de diferenciar sua atuação da Rússia.

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