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Brasileiros na Venezuela estão autorizados a voltar ao país, diz Exército

A ação foi motivado após ataque dos EUA à Venezuela neste sábado (3)

Estadão Conteúdo
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Os brasileiros que estão na Venezuela estão autorizados a voltar ao País, segundo informou a tenente Natalia King, da Operação Acolhida, em Pacaraima (RR), na fronteira entre os dois países. Segundo a militar, 'o cenário na fronteira permanece estável e, neste momento, o fluxo de pessoas está normalizado, ordenado e seguro'.

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A Operação Acolhida é uma resposta do governo brasileiro para o fluxo migratório intenso de venezuelanos na fronteira. Criada em 2018, com objetivo de garantir atendimento aos refugiados e migrantes venezuelanos, a operação consiste na realocação dessas pessoas em situação de vulnerabilidade dos municípios de Roraima para outras cidades do Brasil. A ação envolve o governo, Forças Armadas, Judiciário, organizações internacionais e organizações da sociedade civil.

Em um vídeo divulgado pelo Exército, a militar explica que "embora a fronteira esteja fechada por decisão de autoridades venezuelanas, não houve alteração significativa do movimento migratório; (...) o fluxo segue tranquilo, dentro da normalidade observada inclusive em períodos de fim de semana".

A militar informa ainda no vídeo que uma força tarefa logística humanitária está preparada para o caso do aumento do fluxo migratório.

"Equipes seguem atuando de forma permanente, acompanhando o movimento e garantindo o ordenamento da fronteira e a segurança da população", disse. "Não há até o momento qualquer impacto que cause preocupação à população."

Em Pacaraima, o comércio permanece aberto, mas com movimento reduzido. A ausência de compradores vindos de Santa Elena de Uairén impactou diretamente as vendas, apesar do funcionamento normal das lojas em ambos os lados da fronteira.

O prefeito de Pacaraima, Walderi D'Avila, afirmou que o momento é de observação e cautela. "Estamos aguardando os próximos dias para entender como a situação vai se comportar. A preocupação existe, principalmente com um possível aumento no fluxo migratório", destacou.

Segundo a prefeitura, a estrutura de acolhimento segue preparada caso haja nova onda migratória. A avaliação é que, com a captura de Nicolás Maduro, o cenário pode permanecer estável, mas a definição real deve ocorrer até o início da próxima semana.

A crise é acompanhada com atenção especial em Roraima, que historicamente sofre impactos diretos de instabilidades na Venezuela, sobretudo no fluxo migratório e na pressão sobre serviços públicos. O governador de Roraima Antonio Denarium (Progressistas) informou que mantém contato permanente com órgãos federais para monitorar a situação e prevenir reflexos mais graves na fronteira.

Em nota oficial, o Executivo roraimense destacou que a prioridade é garantir a ordem pública, a segurança da população e a continuidade dos serviços essenciais, reforçando que os órgãos de segurança seguem em prontidão, mas com atuação dentro da normalidade.

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