O Remo utilizou as redes sociais para contestar a acusação do Águia de Marabá, que atribuiu ao Leão Azul a responsabilidade pela não alteração da data da final da Supercopa Grão-Pará, marcada para este domingo (18). Segundo o executivo de futebol remista, Marcos Braz, o clube nunca se posicionou contra o adiamento da partida em razão do grave acidente envolvendo a delegação sub-20 do Águia, que resultou na morte do preparador físico Hecton Alves. O impasse, de acordo com o dirigente, esteve relacionado exclusivamente à nova data sugerida para o confronto.
Em pronunciamento, Braz afirmou que o Remo demonstrou solidariedade desde o primeiro momento e colaborou com a possibilidade de mudança da data. No entanto, explicou que o clube fez ressalvas à proposta de realização do jogo na terça-feira seguinte, três dias após a data original.
"O clube tem toda uma programação para esses dias, estamos próximos do Parazão e da Série A, torneios importantes, mas que não são mais importantes do que o acidente. O Remo continua disponível para qualquer troca de data e construção de uma nova data. Toda a nação azulina se coloca solícita para qualquer necessidade que as famílias e o clube necessitarem", disse Braz.
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Mudança envolve logística
Antes mesmo de a Federação Paraense de Futebol (FPF) confirmar oficialmente a manutenção da partida no fim de semana, Marcos Braz já havia concedido entrevista ao Núcleo de Esportes de O Liberal. Na ocasião, o dirigente reiterou que o Remo aceitaria o adiamento da final, desde que a alteração não comprometesse o planejamento técnico e logístico montado para a estreia da equipe no Parazão.
Ele ressaltou que a programação da delegação, que inclui viagem de volta de Recife, onde a equipe faz a pré-temporada, foi toda estruturada considerando a realização do jogo no domingo. No entanto, ele frisou que o clube faria os ajustes necessários, priorizando o aspecto humano diante da situação.
Águia queria a mudança
Mais cedo, em entrevista ao programa Bom Dia Pará, da TV Liberal, o vice-presidente do Águia de Marabá, Pedrinho Corrêa, informou que o clube buscaria junto à FPF o adiamento da decisão. O dirigente explicou que, apesar de a equipe principal já estar concentrada e pronta para viajar a Belém, a diretoria entendeu que o momento era de luto e de prestar homenagens ao preparador físico Hecton Alves.
Horas depois, no entanto, o Águia de Marabá confirmou, por meio de nota oficial, que entrará em campo neste domingo para disputar a final da Supercopa Grão-Pará contra o Remo. A decisão foi ratificada pela FPF, que também se manifestou oficialmente sobre o caso.
De acordo com a nota divulgada pelo Azulão, o clube tentou o adiamento da partida para a próxima terça-feira (20). A proposta teria recebido sinal verde inicial da FPF, mas não avançou por falta de consenso entre as partes. Segundo o Águia, o Remo não concordou com a mudança em função do planejamento logístico já definido, o que resultou na manutenção do confronto na data original.
O acidente
O acidente envolvendo a delegação sub-20 do Águia de Marabá ocorreu na noite da última quinta-feira (15), no estado do Tocantins. A equipe retornava de Taubaté, no interior de São Paulo, onde disputou a Copa São Paulo de Futebol Júnior, quando o ônibus colidiu com um caminhão que estava parado na rodovia sem a devida sinalização. Hecton Alves morreu ainda no local, enquanto o treinador Ronan Tyezer foi socorrido e permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Os jogadores e os demais integrantes da delegação não sofreram ferimentos graves.
