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DEU MOLE

Remo desperdiça um caminhão de chances, leva gol no final e perde para o Criciúma no Mangueirão

No melhor exemplo de 'quem não faz leva', Leão perde inúmeras chances e leva o gol de pênalti num dos últimos lances do jogo

Igor Wilson

28 de agosto de 2025 às 23:40

Time de Santa Catarina comemora gol no final da partida

Time de Santa Catarina comemora gol no final da partida ( Foto: Cristino Martins/O Liberal )

O Remo teve uma noite digna de filme de terror no Mangueirão. Começou o jogo muito bem, perdeu inúmeras chances claras, deixou a torcida, que começou incentivando, na bronca com o time e acabou castigado no último lance, no melhor lema 'quem não faz leva'. Derrota por 1 a 0 para o Criciúma, gol de Jean Carlos, de pênalti, após revisão no VAR. O resultado manteve o tabu de mais de vinte anos sem vitória azulina sobre os catarinenses e aumentou a pressão sobre o técnico António Oliveira, vaiado pela torcida ao fim da partida.

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1º Tempo

O primeiro tempo foi todo azulino. O Remo começou acelerado, empurrado pela torcida, e logo no primeiro minuto já levou perigo com uma bola viva na área do Criciúma. O time de António Oliveira tinha a bola, tinha espaço e partia em velocidade sempre que recuperava. Pedro Rocha quase abriu o placar em duas oportunidades: primeiro, ao se esticar na pequena área sem alcançar o cruzamento de Nathan, e depois em uma jogada individual que arrancou aplausos no Mangueirão – drible de corpo, pedalada no meio de dois marcadores e chute forte defendido por Alisson. 

Davó em disputa dentro da área. Atacante saiu criticado pela torcida no segundo tempo.
Davó em disputa dentro da área. Atacante saiu criticado pela torcida no segundo tempo. (Cristino Martins/O Liberal)

O goleiro catarinense foi o grande responsável por manter o placar zerado. Aos 23, Davó girou dentro da área e finalizou rente à trave. Pouco depois, Marrony arriscou de fora e obrigou Alisson a espalmar no canto. O Criciúma, dominado, pouco conseguiu jogar e recorreu à cera, chamando a atenção do árbitro ainda antes da metade da etapa. 

Aos 34, mais uma chance clara: Pedro Rocha puxou contra-ataque e deixou Marrony cara a cara, mas o chute cruzado parou novamente no goleiro. No fim, Davó desperdiçou outra oportunidade ao arriscar o chute, ignorando Diego Hernandez, melhor colocado. A torcida fez sua parte, empurrou, cantou, mas o gol azulino não saiu. O Remo foi muito superior, criou, pressionou, mas parou em Alisson e na própria ansiedade. No intervalo, a sensação era de que só faltava a rede balançar para a noite ser completa no Mangueirão.

2º Tempo

A medida que o tempo passava, a torcida ficava na bronca com o time e com o técnico António Oliveira (Cristino Martins/O Liberal)

No segundo tempo, o Leão teve a grande chance da partida logo aos 2 minutos. Davó ficou cara a cara com o goleiro Alisson, mas chutou em cima e desperdiçou a melhor oportunidade do jogo. O Criciúma só chegou aos 13, em cabeceio de Diego Gonçalves defendido por Rangel. O ritmo azulino caiu, e António promoveu as primeiras mudanças: saíram Davó e Hernández para as entradas de Eduardo Melo e Régis.

O time catarinense passou a gostar do jogo e quase abriu o placar aos 19, quando Castán apareceu livre após cobrança de falta, mas errou o chute. O Remo respondeu aos 24, com Borasí, que recebeu de Nicolas dentro da área, mas não conseguiu finalizar. Aos 29, Pedro Rocha cruzou rasteiro, Eduardo Melo não alcançou e a bola ainda sobrou para Régis, travado pela zaga.

Aos 33, Léo Naldi assustou em chute cruzado que passou perto da trave de Rangel. Sem forças para reagir, o Remo terminou pressionado, sob vaias e com a torcida questionando as decisões do treinador. 

No finalzinho do jogo, o Leão recebeu o castigo. Após bola alçada na área, Caio Vinícius tentou se antecipar ao atacante do Criciúma dentro da área e acabou tocando com o braço na bola. O árbitro marcou pênalti, houve muita reclamação, ele analisou no VAR e confirmou a decisão. Jean Carlos foi para a cobrança e marcou, confirmando uma noite tenebrosa para o Leão.

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