O Clube do Remo vive um momento decisivo dentro e fora de campo. Com 54 pontos, ocupando a 4.ª colocação na Série B, o Leão está na briga direta pelo acesso à elite do futebol brasileiro. E, enquanto a temporada entra na reta final, a diretoria do clube se debruça sobre um assunto estratégico para a visibilidade da marca azulina: o contrato de fornecimento de material esportivo.
Desde 2021, o Remo é parceiro da Volt, quando a empresa catarinense assumiu a confecção dos uniformes após a rescisão judicial do contrato com a italiana Kappa. Porém, de acordo com o jornalista Abner Luiz, uma nova proposta chegou à mesa do clube: a Diadora oferece um contrato milionário, que poderia ser fechado nos próximos dias, garantindo tempo hábil para a produção da coleção de 2026.
“O Clube do Remo tem, neste momento, sobre sua mesa uma proposta milionária da Diadora para análise e aprovação nos próximos dias. Decisão que precisa ser tomada rapidamente para garantir tempo hábil de fabricação dos uniformes da temporada 2026”, afirmou Abner.
Segundo ele, a Diadora propõe pagar, já no primeiro mês de contrato, o aporte financeiro referente aos cinco anos do vínculo, em troca do direito de confeccionar os uniformes oficiais do Remo. Os valores giram entre R$ 5 milhões e R$ 7 milhões.
“A atual fornecedora, a Volt, tinha contrato previsto para encerrar em maio, mas, por algum motivo, o Remo optou pela renovação. No entanto, se não assinar logo com a nova marca, poderá perder dinheiro, não apenas pelo valor do aporte, mas também pela necessidade de ter produtos prontos para comercialização no período natalino”, explica.
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Remo: Vice-presidente detalha novo contrato com a Volt e diz que Leão duplicou faturamentoVice-presidente do Remo, Glauber Gonçalves, afirmou que o novo contrato com a Volt foi bastante benéfico ao Leão e que a empresa deu garantias financeiras ao clube, duplicando o faturamento da agremiação azulinaO jornalista destaca ainda a necessidade de agir rápido diante do fim da temporada. “No mercado esportivo, é sabido que as fábricas entram em recesso no mês de dezembro e só retomam as operações em janeiro ou fevereiro. Ou seja, as coleções de 2026 dos grandes clubes já estão sendo definidas neste momento.”
A proposta milionária, conforme Abner Luiz, está nas mãos do presidente do Remo e dos diretores responsáveis. “Trata-se de uma oportunidade de upgrade na marca e de um aporte significativo aos cofres do clube. Agora, a decisão é clara: manter a parceria com a Volt, que entrega um valor considerado baixo e enfrenta críticas da torcida desde sua chegada, ou aceitar uma proposta milionária e fechar com uma indústria que promete maior qualidade e capacidade de entrega?”
No Brasil, a Diadora já fornece material esportivo para clubes como Náutico, Coritiba, Ponte Preta e Goiás. Com o Remo brigando pelo acesso à Série A, a decisão sobre o fornecedor de uniformes pode impactar diretamente não apenas as finanças do clube, mas também sua imagem institucional e comercial, que neste ano tem a chance de entrar, após 31 anos, na elite do futebol brasileiro.
