Presidente do Remo analisa volta do futebol sem torcida e propõe compensação financeira à CBF e FPF

Fábio Bentes avaliou a situação dos sócios-torcedores e custos das partidas sem a presença da torcida

Fabio Will

O futebol ainda está distante de voltar, ao menos no Estado do Pará, que vive um drama com os números de casos da covid-19 crescendo e com isso aumentando a quantidade de mortos. Mas quando a bola voltar a rolar, o Remo teme perder sua principal fonte de receita, que é o torcedor.

O presidente do Remo, Fábio Bentes, falou da possibilidade do futebol voltar sem a presença da torcida. De acordo com o mandatário azulino, jogar de portões fechados seria uma situação complicada, pois o clube não teria como se sustentar.

“Retornar o futebol sem a presença da torcida é temerário para a nossa situação. Hoje 80% das nossas arrecadações são oriundas da bilheteria. Começar a jogar sem publico é complicadíssimo”, falou.

Sem datas definidas de retorno, o Remo tenta manter as contas em dias usando o valor de patrocínio para pagar funcionários, além de promover ações para arrecadar nesse momento de pandemia. Bentes disse estar preocupado com o programa sócio-torcedor Nação Azul e propõe uma compensação financeira se as partidas do Parazão e Série C ocorrerem de portões fechados.

“Qual seria a justificativa para o sócio-torcedor continuar pagando? Não existe nenhuma, pois não terá jogos para ele ir. Temos que criar algumas alternativas para isso, pois não teremos renda de bilheteria e toda partida possui seus custos. Acho que o caminho é fazer um estudo, no caso a CBF para a Série C e a FPF para o Campeonato Paraense com as médias de público e tentar uma fórmula de compensar financeiramente os clubes, acredito que é um caminho e existe um embrião discutindo isso”, completou.

Remo
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