Ídolo do Remo, Biro-Biro elege jogo da queda do muro da Curuzu como o mais marcante: 'Foi maravilhoso'

Jogador fez parte da equipe do Remo que disputou a Série A em 1993

Fabio Will

Em meio à quarentena, os perfis dos clubes realizam várias ações e o Remo fez uma live em parceria com a página “Clube do Remo Histórico”, com o ex-jogador Biro-Biro, que passou pelo Leão na década de 90.

Irreverente e carismático, o ex-jogador e ídolo da torcida azulina e também do Corinthians-SP, falou sobre a passagem por Belém e elegeu a partida da queda do muro do estádio do Paysandu, como o mais marcante pelo Remo.

“Aquele jogo da Curuzu que o muro caiu foi maravilhoso. Em seguida fomos para o Mangueirão e vencemos clássico. Já no Brasileiro contra a Portuguesa-SP me marcou muito, tanto o jogo em Belém, como em São Paulo (SP). Para conseguir a classificação no Canindé [estádio da Lusa] não foi fácil”, lembrou

Contra a Portuguesa, em 1993, o Remo venceu em Belém por 5 a 2, o craque Dener, atuou pela Lusa e marcou um dos gols. No jogo de volta o Leão perdeu de 2 a 0, mas conseguiu a classificação para a próxima fase do Campeonato Brasileiro.

SURPRESA EM BELÉM

Rodado no futebol,  Biro-Biro não imaginava encontrar um povo tão fanático por futebol. O ex-jogador revelou que considera o clássico RE-PA como um Corinthians x Palmeiras em São Paulo, estado onde mora atualmente.

“Eu não esperava encontrar o que eu encontrei. Uma torcida fanática, maravilhosa, que incentiva o clube. O Remo sem dúvida nenhuma não fica atrás de grandes clubes do futebol brasileiro. Fiquei feliz em poder participar e defender a camisa do Remo. Eu considero Corinthians e Palmeiras como o Remo x Paysandu. Não muda nada, as duas torcidas muito fanáticas e que possuem uma rivalidade grande. Quando tem clássico realmente o bicho pega”, disse.

MELHOR CAMPANHA DE UM CLUBE DO NORTE NA SÉRIE A

Em 1993 Biro-Biro participou do título paraense formando dupla com outro ídolo, Agnaldo “Seu Boneco”, que também atuaram juntos na Série A, quando o Leão Azul ficou na 7ª posição, melhor campanha de uma equipe paraense na elite do futebol nacional. Para Biro-Biro o Remo poderia ir além, mas esbarrou na falta de elenco e relembrou os times formados pelo Leão naquela temporada.

“Fizemos um estadual maravilhoso, formamos duas esquipes competitivas. Tínhamos um bom time, já no Brasileiro saíram algumas peças, realizamos um bom campeonato. O que faltou foi dar sequência, pois muitos atletas machucaram e não tínhamos peças para repor e dar uma arrancada para chegar mais longe, tínhamos um time bom, mas não tivemos um grupo para substituir à altura”, finalizou.

Biro-Biro é pernambucano de Olinda (PE) e está com 61 anos. Na carreira passou por vários clubes, começou no Sport-PE e ganhou destaque no Corinthians, por onde atuou de 1978 a 1988. Jogou também na Portuguesa e Guarani, até chegar ao Remo. Encerrou sua carreira em 1995 pelo Nacional-SP. Pelo remo foi campeão estadual e fez parte de alguns jogos do tabu azulino diante do Paysandu, quando o Leão ficou 33 partidas sem perder para o maior rival. 

Remo
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