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Em dois jogos, Condé já iguala número de derrotas de Osorio em 13 partidas no Remo

Substituto do treinador colombiano soma dois reveses em dois jogos no início da passagem pelo Leão

O Liberal

A chegada de Léo Condé ao comando do Remo ocorreu em meio à pressão por resultados e críticas ao trabalho do antecessor. No entanto, após apenas dois jogos à frente da equipe azulina, o novo treinador já soma o mesmo número de derrotas que o colombiano Juan Carlos Osorio teve durante todos os 13 jogos que atuou pelo clube, tendo perdido para Fluminense e Coritiba.

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Condé assumiu o time após a demissão de Osorio, ocorrida logo depois da derrota por 2 a 1 para o Paysandu no primeiro jogo da final do Campeonato Paraense. Na ocasião, o presidente azulino, Tonhão, chegou a afirmar que a atuação havia sido "vergonhosa" e que o treinador colombiano “não foi digno de treinar o Remo”, em meio à insatisfação de parte da torcida e da imprensa com o estilo de jogo adotado pela equipe.

Muito das críticas ao trabalho de Osorio estavam ligadas ao modelo tático implementado pelo treinador. Adepto de um sistema considerado mais moderno, ele frequentemente utilizava o zagueiro Kayky Almeida improvisado na lateral-esquerda, formando uma linha de três defensores durante a fase de construção das jogadas. A ideia, segundo o próprio técnico, era dar mais liberdade ofensiva à equipe, mesmo que isso implicasse em maior exposição defensiva.

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Apesar da contestação, os números de Osorio no Remo não eram negativos. Em 13 partidas disputadas, o treinador acumulou quatro vitórias, sete empates e apenas duas derrotas — justamente contra o Vitória, na rodada de abertura do Brasileirão, e diante do Paysandu na decisão estadual.

O próprio colombiano costumava dizer que preferia montar equipes com vocação ofensiva, mesmo reconhecendo que isso poderia abrir espaços na defesa. Em alguns momentos do início do Brasileirão, essa proposta chegou a se refletir dentro de campo. Contra Mirassol, Atlético Mineiro e Internacional, por exemplo, o Remo criou diversas oportunidades claras de gol e esteve próximo da vitória. Ainda assim, acabou cedendo empates em jogos nos quais sofreu gols nos minutos finais.

A sequência de resultados, somada à percepção de que o time poderia render mais, fez a paciência da torcida diminuir e levou a diretoria a optar pela troca no comando técnico. Foi nesse cenário que Condé chegou ao Baenão com a missão de reorganizar a equipe e buscar resultados imediatos.

Nos dois primeiros compromissos sob seu comando, porém, o Remo acabou derrotado. O time perdeu para o Fluminense e, no último domingo (15), voltou a sair de campo sem pontuar diante do Coritiba, resultado que manteve a equipe na zona de rebaixamento do Brasileirão.

Curiosamente, na derrota mais recente, Condé acabou repetindo uma das decisões táticas que mais geraram críticas ao trabalho de Osorio. Durante a partida contra o Coritiba, o treinador retirou o lateral Sávio e colocou novamente Kayky Almeida para atuar pelo lado esquerdo da defesa — exatamente o movimento que havia sido alvo de questionamentos durante a passagem do técnico colombiano.

Além das mudanças táticas, Condé também tem adotado um discurso mais cauteloso em relação ao potencial do elenco. Em entrevistas recentes, o treinador afirmou que o Remo ainda precisa de reforços e destacou que a diferença estrutural e financeira para boa parte dos clubes da Série A é significativa.

O cenário pode se tornar ainda mais delicado na próxima rodada. O Leão terá pela frente o Flamengo, no Maracanã, num confronto considerado dos mais difíceis do campeonato. Caso o resultado negativo se repita, Condé poderá chegar à terceira derrota consecutiva no início de sua trajetória pelo clube — justamente após assumir o lugar de um treinador que, em 13 jogos, havia perdido apenas duas vezes.

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