Ramon Abatti e Daiane Muniz protagonizam polêmica de arbitragem em jogo da Libertadores

Brasileiros trabalharam no jogo entre Carabobo e Sporting Cristal, pela fase preliminar da Libertadores

Estadão Conteúdo
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A atuação da equipe de arbitragem brasileira na partida entre Carabobo e Sporting Cristal, pela fase preliminar da Libertadores, gerou forte repercussão nas redes sociais. O confronto, que terminou com vitória peruana por 1 a 0, teve como principal assunto a anulação de um gol decisivo.

O árbitro de campo foi Ramon Abatti Abel e o VAR ficou sob responsabilidade de Daiane Muniz. A decisão de invalidar o lance motivou críticas do analista de arbitragem Paulo Caravina, do perfil @soudoapito.

Caravina afirmou que "a arbitragem brasileira é piada internacional" e questionou a anulação do gol do Sporting Cristal e a não marcação de um pênalti para o São Paulo. Ele apontou inconsistência na aplicação da regra de mão na bola.

O GOL ANULADO NA LIBERTADORES

O analista explicou que o gol do Sporting Cristal foi anulado por um toque no braço na origem da jogada. Para Caravina, tratou-se de um desvio involuntário, ocorrido a curta distância e sem tempo de reação do atleta.

Ele descreveu o lance: "A bola bate na mão do atacante ali. A bola acaba ficando com ele. O Sporting Cristal trabalha a bola e o brasileiro Felipe Vizeu faz o gol". A comparação com o São Paulo é feita pela presença de Daiane Muniz no VAR.

Caravina ressaltou que apenas um toque acidental do autor direto do gol levaria automaticamente à invalidação, o que não seria o caso. Ele criticou a recomendação de revisão do VAR, chamando-a de "totalmente equivocada" por interpretar a mão como intencional.

COMPARAÇÃO COM PALMEIRAS E SÃO PAULO

A análise de Caravina ganhou outro elemento ao ser comparada com um lance recente do clássico entre Palmeiras e São Paulo, pela semifinal do Campeonato Paulista. Na ocasião, Daiane Muniz era a árbitra.

No jogo, um toque no braço de Gustavo Gómez dentro da área gerou pedidos de pênalti para o São Paulo. A decisão de Daiane Muniz foi de não marcar a penalidade, o que Caravina considerou correto.

Sobre o lance do zagueiro palmeirense, Caravina explicou que o braço do defensor estava compatível com o movimento corporal, sendo uma ação de bloqueio e não uma disputa direta. Por isso, a não marcação do pênalti foi considerada correta.

FALTA DE CRITÉRIO E PROTOCOLO CINTRA-BASSOLS

Ao relacionar os dois episódios, o analista apontou falta de uniformidade na interpretação das regras. Ele avaliou que lances semelhantes receberam tratamentos diferentes em curto espaço de tempo, ampliando a insatisfação dos torcedores.

Caravina também mencionou o "protocolo Cintra-Bassols", expressão que se refere a intervenções frequentes e controversas do VAR no futebol brasileiro, geralmente modificando decisões de campo.

Ele concluiu que "nem a mesma árbitra consegue interpretar a mesma regra, manter o critério", referindo-se a Daiane Muniz. Caravina considerou o "protocolo Cintra-Bassols" totalmente absurdo no futebol sul-americano.

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