Quadro Tático: como jogam os times de Júnior Rocha e o que esperar do Paysandu em 2026 O Liberal mostra que a obediência aos processos, destacada pelo treinador em entrevista exclusiva há algumas semanas, não se restringe ao comportamento fora de campo. Caio Maia 04.01.26 9h00 Júnior Rocha, técnico do Paysandu (Jorge Luís Totti/Paysandu) O Paysandu inicia uma nova temporada com um técnico que enxerga o jogo como construção, não como acaso. Júnior Rocha chega à Curuzu trazendo uma ideia clara: o futebol começa atrás, com a bola no chão e a paciência como aliada. Nesta semana, o Quadro Tático de O Liberal mostra que a obediência aos processos, destacada pelo treinador em entrevista exclusiva há algumas semanas, não se restringe ao comportamento fora de campo. WhatsApp: saiba tudo sobre o Paysandu No gramado, os times de Júnior Rocha não costumam rifar a posse. Preferem pensar o jogo desde os primeiros passes, envolvendo zagueiros, laterais e um volante que funciona como ponto de equilíbrio entre defesa e ataque. Para o torcedor, isso significa um Paysandu que tentará sair jogando, usando os lados do campo como caminho natural. Os laterais aparecem cedo, recebem a bola ainda no campo defensivo e ajudam a empurrar o time para frente. Em alguns momentos, a construção passa pelo meio, exigindo inteligência e calma de quem ocupa a cabeça da área. Quando essa engrenagem não gira no tempo certo, surgem passes longos e perdas de posse. Dribles são armas para buscar o gol Júnior Rocha, técnico do Paysandu (Jorge Luís Totti/ Ascom Paysandu) No ataque, o desenho é conhecido, mas o comportamento dá identidade. O 4-3-3 serve de base para um time que se espalha pelo campo, com pontas abertos, dribles como convite e aproximações constantes pelo meio. Esses jogadores de lado não vivem apenas de correr até a linha de fundo. Muitas vezes, buscam o caminho de dentro, tentando se associar, criar superioridade e abrir espaços para quem vem de trás. É um time que ataca bastante, sobretudo pelos lados, mas que nem sempre transforma presença em perigo. A bola roda, o campo se abre, mas o gol nem sempre chega com a frequência desejada. Por isso, os meias ganham importância: são eles que aparecem como surpresa, invadem a área e tentam aproveitar os espaços que a marcação deixa ao seguir os pontas. O centroavante, por sua vez, não é apenas finalizador. É apoio, escudo e ponto de respiro — alguém que segura a bola e permite que o time respire no campo adversário. Pressionar para defender Sem a bola, Júnior Rocha pede coragem. Seus times gostam de pressionar alto, incomodar a saída do rival e tentar recuperar a posse o mais longe possível do próprio gol. Quando essa pressão funciona, o jogo se inclina. Quando não, a equipe recua e se reorganiza, muitas vezes com cinco jogadores na última linha, em um desenho mais cauteloso e protetor. Há, porém, momentos de vulnerabilidade. Quando precisa baixar demais, o time pode deixar espaços entre o meio-campo e a defesa — uma terra de ninguém onde o adversário encontra tempo para pensar. Não é comum ver suas equipes totalmente fechadas, trancadas à frente da área. A proposta é defender sem abdicar da ideia de jogo. Nas bolas paradas, o cuidado é visível. Defensivamente, há gente demais protegendo o gol, como quem constrói um muro para evitar surpresas. No ataque, a estratégia passa por atrair a marcação para um lado e surpreender no outro, especialmente no segundo poste. Nem sempre funciona, mas revela intenção e desenho. Talvez o maior desafio esteja no instante mais cruel do futebol: o momento da perda da bola. A recomposição nem sempre é rápida, e os espaços aparecem, sobretudo no meio do campo. É ali que o time pode sofrer, e é ali que o trabalho diário precisa agir. Assine O Liberal e confira mais conteúdos e colunistas. 🗞 Entre no nosso grupo de notícias no WhatsApp e Telegram 📱 Palavras-chave esportes futebol jornal amazônia paysandu júnior rocha COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA Paysandu . Desculpe pela interrupção. Detectamos que você possui um bloqueador de anúncios ativo! Oferecemos notícia e informação de graça, mas produzir conteúdo de qualidade não é. Os anúncios são uma forma de garantir a receita do portal e o pagamento dos profissionais envolvidos. Por favor, desative ou remova o bloqueador de anúncios do seu navegador para continuar sua navegação sem interrupções. Obrigado! 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