Presidente da Comissão Nacional de Arbitragem reconhece que não houve pênalti, diz Gluck Paul

Em entrevista a Fox Sports, o presidente do Papão conta que vai adiante no pedido de anulação da partida que garantiu o acesso do Náutico à Série B de 2020.

Redação Integrada

A polêmica envolvendo o pênalti que o árbitro Leandro Vuaden marcou para o Náutico contra o Paysandu, no final do jogo do último domingo (8) e que decidiu a classificação do time pernanbucano para a Série B de 2020, continua rendendo. O presidente do Paysandu, Ricardo Gluck Paul, foi convidado pelo programa 'Expediente Futebol', da Fox Sports, para falar o assunto.

As declarações de Gluck Paul não foram diferentes das feitas mais cedo para a reportagem de OLiberal.com. No entanto, ele afirmou que já conversou com Leonardo Gaciba, presidente da Comissão Nacional de Arbitragem da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), que teria reconhecido não ter infração para marcar o pênalti. 

“Ontem (domingo) mesmo conversei com o Gaciba e ele também reconhece que quando tem uma situação dessa, do companheiro, não há infração. Então, se não há infração, não há o que interpretar. Se você não tem o que interpretar, é um erro de direito e não um erro de fato. E quando há um erro de direito você tem a possibilidade de solicitar a anulação da partida”, afirmou.

O presidente aproveitou o espaço em um programa de rede nacional para deixar clara a indignação da torcida bicolor.

"A primeira medida foi tomada na madrugada de segunda, quando eu mudei a minha programação. A programação era voltar para Belém, mas eu já vim para o Rio de Janeiro direto. Passei o dia com os escritórios e especialista na área para dar entrada ao pedido de impugnação da partida, apoiada na legislação. Tem um prazo de 48 horas para fazer um pedido de impugnação e nós vamos fazer certamente amanhã (hoje). Esperamos que o STJD aceite o pedido de impugnação para que tenha o julgamento com os auditores que seja capaz de reverter a grande injustiça que aconteceu nos Aflitos”, afirmou o presidente bicolor, em entrevista ao programa ‘Expediente Futebol’, da Fox Sports. 

 

 

Mais uma vez, o presidente bicolor enumerou o que ocorreu no estádio do Timbu. 

“Aconteceu de tudo. O estádio estava super lotado. Colocando em risco todas as pessoas que estavam trabalhando lá. O Hélio dos Anjos, o médico e atletas foram agredidos. Arremessaram objetos. O mais perigoso é que no final do jogo, que teve a invasão da torcida, teve torcedor (do Náutico) que foi para vias de fato com o Hélio. Bateu e foram para o soco. Cena Lamentável. Lamentamos muito que isso ainda ocorra no futebol brasileiro no qual a CBF quer promover a transparência e valores do futebol. O jogo foi cercado de nebulosidade. Mas o ponto principal foi com o erro de direito do jogo. O pênalti marcado falando 40 segundos para acabar o jogo. Foi um pênalti esdrúxulo. Nem sabemos o que ele quis marcar. Quando tem dois companheiros no mês time atuando em uma situação dessa na qual vai na direção do companharei não há infração. É uma questão de princípio de arbitragem. Vamos no apoiar que não houve o erro de fato. Não há o que interpretar. É um caso absurdo”, comentou.

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Paysandu
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