Treinadores do Paysandu são demitidos e jogadores acusam dirigente de corrupção

Mães de jogadores das categorias de base e atletas do adulto protestaram na sede do Papão

Carlos Fellip

Dias após o início do Campeonato Paraense de Futsal, categoria adulto, o Paysandu - que estreou com vitória por 3 a 1 sobre a Tuna - vive uma ameaça de greve dos jogadores.

O motivo é que os treinadores do adulto e das categorias de base, Jean Carlo Ferreira e Henrique Amaral, respectivamente, foram demitidos do clube em meio a uma polêmica que envolve uma acusação de corrupção.

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Os desentendimentos teriam começado a partir do momento em que Henrique Amaral teria negado um pedido para escalar o filho do Secretário Adjunto do futsal do Paysandu, Alberto Pereira, no time sub-11.

Com o emprego ameaçado, Amaral - funcionário do Paysandu há cinco anos - procurou o coordenador do departamento, Jean Carlo Ferreira, que também acumulava a função de técnico do adulto.

Nesta sexta-feira (23), porém, Henrique e Jean foram demitidos.

As informações foram confirmadas pelo capitão do time adulto do Paysandu, o fixo Dedé, que esteve presente em uma manifestação pacífica de atletas e mães de jogadores das categorias de base sub-11 e sub-15, que eram comandadas por Henrique.

Capitão do adulto do Paysandu, Dedé foi o representante dos atletas na manifestação (Arquivo pessoal)

"Nós fomos à sede social do clube para tentar falar com o Alberto Pereira e encontramos também com as mães dos jogadores da base. Eram em torno de 30 mães! Tivemos de fazer uma requisição para pedir uma reunião com ele [Alberto Pereira], porque ninguém acha ele", disse e frisou: "Se não conseguirmos esta reunião, vamos continuar sem treinar."

A última movimentação da equipe foi justamente na vitória sobre a Tuna, na última terça-feira (20).

FUTURO

Dedé explicou que, além de treinador, Jean Carlo - que estava há sete anos no Papão - era responsável por garantir as bolsas de estudo e também a ajuda de custo aos atletas e questionou a continuidade destes "benefícios" na ausência do profissional no clube.

"Cada atleta do adulto recebia R$ 500 como ajuda de custo e uma bolsa de estudo em faculdades. Mas sabemos que era o Jean que fazia isto. E agora? Como isso vai ficar?", disparou Dedé.

Perguntado sobre a possibilidade de pedido de dispensa dos atletas, Dedé explicou: "O regulamento do campeonato paraense diz que um jogador não pode mudar de clube depois de ter jogado por outro time. Como a primeira rodada ocorreu e todos nós entramos em quadra, estamos presos ao Paysandu até o final do ano."

OUTRO LADO

Por telefone, o Paysandu confirmou as demissões, porém não quis se posicionar sobre o assunto.

A reportagem também procurou o secretário adjunto do futsal do clube, Alberto Pereira, que afirmou desconhecer as acusações e também as demissões dos dois técnicos.

Paysandu
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