Márcio Tuma defende recuperação judicial no Paysandu e descarta SAF: 'Hoje não é tema em pauta' Decretada pela Justiça no último dia 20, a medida concede ao clube um prazo de 180 dias, período em que as execuções ficam suspensas, até que seja apresentado um plano detalhado para quitar cerca de R$ 75 milhões em débitos O Liberal 02.03.26 15h35 O presidente Márcio Tuma defendeu as medidas adotadas pelo Papão e descartou SAF no momento. (Thiago Gomes / O Liberal) Minutos antes da vitória bicolor no Re-Pa que decide o Campeonato Paraense, o presidente Márcio Tuma conversou com a reportagem da rádio Liberal+ e, entre outros assuntos, abordou o atual momento administrativo vivido pelo clube. O Paysandu Sport Club passa, pela primeira vez em sua história, por um processo de recuperação judicial, cujo objetivo é permitir que a instituição continue funcionando enquanto reorganiza suas dívidas, evitando a falência e preservando a atividade esportiva. WhatsApp: saiba tudo sobre o Paysandu Decretada pela Justiça no último dia 20, a medida concede ao clube um prazo de 180 dias, período em que as execuções ficam suspensas, até que seja apresentado um plano detalhado para quitar cerca de R$ 75 milhões em débitos. Para Tuma, a decisão representou mais do que um gol: foi uma vitória fora de campo. “Para quem entende minimamente de recuperação judicial, sabe que foi um grande acerto. Foi a única alternativa jurídica e legítima para manter a operação do clube em pleno funcionamento, garantindo o pagamento dos débitos pretéritos dentro da nossa capacidade financeira”, explicou o presidente, afirmando não enxergar outra solução viável que não comprometesse o planejamento da temporada. “Outra solução não seria possível. A recuperação judicial fortalece o Paysandu no mercado e oferece segurança aos atletas que chegam ao clube, já que não podemos mais registrar atrasos. Isso gera confiança para os novos jogadores e para aqueles que ainda irão chegar”, acrescentou. Do total da dívida, mais de R$ 15 milhões correspondem ao passivo trabalhista. O restante envolve débitos com a União, o Estado e o Município, além de obrigações comuns, sem garantias reais, decorrentes de aportes ou doações — como no caso do ex-presidente Roger Aguilera, que injetou cerca de R$ 12 milhões e já afirmou não ter intenção de cobrar esses valores do clube. VEJA MAIS Jogador do Paysandu recebe alta após sofrer concussão cerebral durante o Re-Pa Kleiton Pego deixou o jogo contra o Remo de ambulância após choque com Marllon Júnior Rocha fala em maturidade do Paysandu após vitória: 'Passo importante, mas nada decidido' O treinador falou em disciplina tática, entrega do elenco e pés no chão após o resultado que coloca o Papão muito perto do título estadual Superior, Paysandu vence o Remo no jogo de ida na final do Parazão Papão sufocou o Leão principalmente no primeiro tempo. Após a derrota, o Leão demitiu o treinador Juan Carlos Osorio SAF Outro tema abordado foi a possibilidade de o clube se transformar em Sociedade Anônima do Futebol (SAF). A discussão ganhou força durante a gestão de Maurício Ettinger, em 2024, avançou na administração de Roger Aguilera e acabou sendo freada por Márcio Tuma, que adota uma postura mais cautelosa sobre o tema. “Vejo a SAF como um caminho de profissionalização, mas essa profissionalização também pode acontecer fora desse modelo. Neste momento, estamos realizando um movimento interno de aprimoramento da gestão, tornando nossos processos cada vez mais eficientes”, comentou. De modo geral, o presidente sinalizou que o Papão não deve aderir ao modelo por impulso ou em momento de dificuldade, evitando decisões precipitadas que possam comprometer o valor de um clube centenário, considerado o maior vencedor do futebol da Amazônia. “A SAF é uma possibilidade futura, caso surja um investidor que reconheça e quantifique o valor do Paysandu, que é muito grande. No entanto, qualquer discussão sobre SAF precisa ocorrer no momento adequado, quando o clube estiver em uma divisão compatível com sua grandeza, na elite do futebol brasileiro e financeiramente estabilizado. Somente nesse cenário poderemos pensar em SAF por opção, e não por necessidade. Hoje, não é um tema que esteja em pauta”, concluiu. Assine O Liberal e confira mais conteúdos e colunistas. 🗞 Entre no nosso grupo de notícias no WhatsApp e Telegram 📱 Palavras-chave futebol paysandu recuperação judicial do paysandu saf futebol paraense marcio tuma jornal amazônia COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA Paysandu . 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