Júnior Rocha valoriza empate no Re-Pa e aposta na base: 'Somos corajosos'

Um dos pontos mais enfatizados pelo treinador foi o uso da base. Dos 16 jogadores utilizados na partida, seis foram formados no clube.

Igor Wilson

O técnico do Paysandu, Júnior Rocha, valorizou o empate no clássico Re-Pa deste domingo, no Mangueirão, e destacou a postura competitiva da equipe, mesmo atuando com um jogador a menos durante todo o segundo tempo. Em coletiva após a partida, o treinador minimizou o rótulo de favoritismo do Remo, que disputa a Série A, e reforçou a confiança no trabalho desenvolvido no clube, atualmente na Série C. Para o treinador, o Papão foi corajoso ao pressionar o adversário desde o início de jogo.

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Segundo Rocha, comparações externas não interferem no planejamento do time. “O que se fala fora, desconheço, porque não acompanho, não faço questão, porque isso vai só prejudicar. Valorizo nossas convicções. Minha escalação é no dia a dia, performance de treino”, afirmou. Para ele, é natural que exista essa leitura, mas o desempenho em campo passa por outros fatores. “É normal as pessoas pensarem que um time de Série A vai sempre vencer o de Série C, e às vezes não discordo, mas sabemos do potencial do nosso elenco. Nosso dia a dia é muito forte, muito organizado.”

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O empate acabou soando justo: frustrante para um Remo de atuação pálida e com sabor positivo para um Paysandu que dominou o primeiro tempo e resistiu com dignidade, com um homem a menos durante todo o segundo tempo, até o apito final

O treinador também contextualizou o momento de reconstrução vivido pelo Paysandu, lembrando que a equipe que iniciou o clássico tem poucos remanescentes do elenco anterior. “Estamos reconstruindo a questão de modelo de jogo, estratégias. É um grupo novo, hoje estávamos com três remanescentes apenas. São atletas diferentes, não estão acostumados com o clima, mas vamos nos organizando todos os dias. O comprometimento dos atletas tem sido fantástico”, avaliou.

Um dos pontos mais enfatizados por Júnior Rocha foi o uso da base. Dos 16 jogadores utilizados na partida, seis foram formados no clube, incluindo o volante Brian Macapá, que fazia boa atuação até ser expulso no fim do primeiro tempo. O treinador explicou a opção por jovens como parte de um perfil de trabalho. “Ninguém gosta de funcionário preguiçoso. A gente não gosta de jogador cansado. Prefiro trabalhar com menino da base, que é sonhador, tem objetivos, do que um cara que vem aqui já de saco cheio de ser cobrado. Esses meninos vão se entregar ao máximo, não vão fazer corpo mole.”

Rocha ainda ressaltou que a aposta nos jovens passa também por uma reavaliação interna do clube. “Estamos trabalhando com os meninos da base por uma questão de custo. Cometemos alguns erros e agora estamos dando oportunidade. Não queremos quantidade, queremos qualidade”, concluiu.

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