Em Re-Pa com expulsões e gol contra, Remo e Paysandu empatam no Mangueirão O empate acabou soando justo: frustrante para um Remo de atuação pálida e com sabor positivo para um Paysandu que dominou o primeiro tempo e resistiu com dignidade, com um homem a menos durante todo o segundo tempo, até o apito final Igor Wilson 08.02.26 19h05 Remo e Paysandu empataram em 1 a 1 no primeiro Re-Pa do ano, neste domingo (8), no Mangueirão, em um clássico marcado por tempos distintos: o Papão dominou a etapa inicial, abriu o placar com Ítalo Carvalho e foi superior até ficar com um a menos no final do primeiro tempo, enquanto o Leão aproveitou a vantagem numérica na etapa complementar para buscar a igualdade, em um gol contra, sem conseguir se impor tecnicamente diante do maior rival. O empate acabou soando justo: frustrante para um Remo de atuação pálida e com sabor positivo para um Paysandu que dominou o primeiro tempo e resistiu com dignidade, com um homem a menos durante todo o segundo tempo, até o apito final. WhatsApp: saiba tudo sobre o Paysandu WhatsApp: saiba tudo sobre o Remo O primeiro tempo do RexPa no Mangueirão foi amplamente controlado pelo Paysandu, que entrou em campo com intensidade desde o apito inicial e impôs dificuldades ao Remo logo nos primeiros minutos. A equipe bicolor pressionou alto, marcou no campo ofensivo e praticamente impediu a saída de bola azulina, criando um cenário de domínio territorial e posse desde o início do clássico. Antes dos cinco minutos, o Papão já havia criado chances claras. Kleiton Pego apareceu livre e desperdiçou uma oportunidade incrível, ainda que o lance estivesse impedido. Pouco depois, Ítalo chegou a balançar as redes em jogada bem construída pela direita, comemorou intensamente, mas o gol foi anulado por impedimento após revisão do VAR. O Remo, por sua vez, demorou a entrar no jogo: até os 15 minutos, quase não passou do meio-campo e não conseguiu finalizar ou entrar na área adversária. O Paysandu seguiu martelando. Aos 13, Marcinho recebeu livre dentro da área após passe rasteiro de Kleiton Pego e finalizou mal, mas a bola ainda encontrou a cabeça de Kauã Hinkel, que quase marcou. Aos 20, Edilson arriscou de fora da área, obrigando Marcelo Rangel a espalmar. O time bicolor seguia chegando com frequência, enquanto a defesa neutralizava bem o quarteto ofensivo do Remo, que tinha dificuldades até para trocar dois passes consecutivos no setor de ataque. Ítalo Carvalho abriu o placar para o Papão (Igor Mota/O Liberal) O cenário favorável ao Lobo se confirmou aos 35 minutos. Após nova infiltração pela esquerda, Kauã Hinkel, cria da base bicolor, encontrou Ítalo dentro da área. O atacante dominou bem e finalizou com precisão, sem chances para Rangel, abrindo o placar e coroando o melhor futebol apresentado até então. Pouco depois, o Paysandu quase ampliou após erro na saída de bola de Leo Andrade, mas Rangel fez defesa decisiva em chute de Marcinho, que estava livre dentro da área. Quando o primeiro tempo caminhava para um desfecho tranquilo para o Papão, o jogo mudou de tom. Aos 43 minutos, uma falta dura de Brian Macapá em Pavani gerou confusão generalizada. O volante bicolor, que era um dos destaques do time até então, acabou expulso pela entrada imprudente e totalmente desnecessária. Com um jogador a mais, o Remo avançou nos minutos finais, mas sem sucesso. 2º Tempo No segundo tempo, o Remo voltou diferente, empurrado pela vantagem numérica e pela necessidade de dar resposta à própria torcida. Osorio fez mudanças pontuais, colocando o uruguaio Catarozzi no lugar de Nico Ferreira e Jaderson na vaga de Pavani, trocas homem a homem para dar mais fôlego ao time sem alterar o desenho tático. Desde o reinício, o Leão se lançou inteiro ao ataque, ocupou o campo do Paysandu e passou a pressionar a saída de bola bicolor, tentando transformar o homem a mais em domínio efetivo. A pressão inicial gerou chances rápidas. Logo aos três minutos, Léo Andrade escorou cruzamento para o meio da área e Rafa Monti finalizou de perto, exigindo grande defesa de Gabriel Mesquita dentro da pequena área. Pouco depois, Pikachu tabelou, recebeu dentro da área e foi travado no momento da finalização, num lance em que o Remo já mostrava volume e presença ofensiva. O lateral chegou a pedir apoio da arquibancada, num Mangueirão mais ruidoso diante do cenário favorável. Do outro lado, Júnior Rocha respondeu fechando ainda mais o Paysandu: tirou Kauã Hinkel, um dos melhores do jogo, e colocou o zagueiro Luccão, assumindo de vez a estratégia de segurar o resultado com um a menos. Edilson em jogada de ataque (Igor Mota/O Liberal) Mesmo assim, o Remo seguia encontrando dificuldades para transformar posse em clareza. Os homens de frente erravam muito, e Diego Hernández, camisa 33, permanecia apagado até então. O empate saiu aos 12 minutos em uma jogada que traduziu bem a atuação azulina na etapa final. Após cruzamento, Diego tentou chutar de primeira e furou; no rebote, finalizou novamente mal, com a bola saindo pela linha de fundo. No entanto, o chute desviou em Quintana e morreu no fundo da rede. Um gol contra, fruto mais da insistência e da sorte do que da construção, que deixou tudo igual no Mangueirão. O Paysandu não se intimidou com o empate nem com a inferioridade numérica. Valente, tentou responder de imediato: Edilson roubou a bola, avançou em velocidade, entrou na área e bateu cruzado, obrigando Marcelo Rangel a espalmar para escanteio. Aos 16, Marcinho perdeu uma chance incrível, livre dentro da área, com tempo para ajeitar e finalizar, mas mandou por cima, com leve desvio do goleiro azulino. O Papão alternava momentos de defesa compacta com ligações diretas para o ataque, mostrando que não abriria mão de incomodar o rival sempre que possível. Aos 27, Osorio polemizou ao sacar o atacante Eduardo Melo e o volante Zé Welison para colocar dois zagueiros, Kayky Almeida e Marllon. A decisão, confusa para a torcida, foi interpretada como um gesto defensivo mesmo com um homem a mais, e rendeu gritos de “burro” nas arquibancadas. Até o fim, houve chances de ambos os lados — Catarozzi exigiu grande defesa de Gabriel Mesquita, Thayllon e Danilo Peu quase marcaram para o Papão —, mas o placar não mudou. Diego Hernández ainda teve tempo de ser expulso após agredir Castro durante disputa de bola. FICHA TÉCNICA Paysandu x Remo Data: domingo, 8 de fevereiro de 2026 Horário: 17h (de Brasília) Local: Estádio Mangueirão, Belém (PA) Competição: Campeonato Paraense Rodada: 4ª Arbitragem Rodrigo José Pereira de Lima (PE) Rodrigo Figueiredo Henrique Corrêa (RJ) Luanderson Lima dos Santos (BA) Cartão amarelo: Quintana e Thalyson (Paysandu); Zé Welison, Yago Pikachu, Eduardo Melo e Catarozzi Cartão vermelho: Brian Macapá (Paysandu) e Diego Hernández (Remo) Paysandu: Gabriel Mesquita; Edílson, Castro, Quintana, Bonifazi; Henrico (Libonati), Brian, Marcinho (Thalyson); Kleiton Pego (Danilo Peu), Kauã Hinkel (Luccão) e Ítalo (Thaylon). Técnico: Júnior Rocha. Remo: Marcelo Rangel; João Lucas, Klaus, Leo Andrade, Cufré (Monti), Zé Welison(Marllon), Pavani (Jaderson), Yago Pikachu, Diego Hernández, Nico Ferreira (Catarozzi) e Eduardo Melo (Kayky Almeida). Técnico: Juan Carlos Osorio. Assine O Liberal e confira mais conteúdos e colunistas. 🗞 Entre no nosso grupo de notícias no WhatsApp e Telegram 📱 Palavras-chave clube do remo paysandu re-pa parazão 2026 COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA Futebol . Desculpe pela interrupção. Detectamos que você possui um bloqueador de anúncios ativo! Oferecemos notícia e informação de graça, mas produzir conteúdo de qualidade não é. Os anúncios são uma forma de garantir a receita do portal e o pagamento dos profissionais envolvidos. Por favor, desative ou remova o bloqueador de anúncios do seu navegador para continuar sua navegação sem interrupções. Obrigado! ÚLTIMAS EM FUTEBOL Futebol Grave lesão muscular tira Estêvão da Copa do Mundo de 2026 Atacante do Chelsea sofre ruptura de grau 4 na coxa direita e desfalca a Seleção Brasileira no Mundial dos Estados Unidos, Canadá e México 11.05.26 20h32 Futebol Remo x Palmeiras tem o maior público da rodada da Série A; veja números Exatos 40.629 torcedores estiveram presentes no Mangueirão. 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