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Ouro em Pequim 2022, patinadora russa Kamila Valieva está sob suspeita de doping

Atleta de 15 anos teria usado substância proibida pela Wada

O Liberal

Um suposto doping volta a rondar a equipe russa em jogos olímpicos. A patinadora Kamila Valieva, medalha de ouro na patinação artística por equipes em Pequim 2022, pode ter sido pega no exame antidoping por uso de uma substância proibida pela Agência Mundial de Antidoping, informou a imprensa do país.

A trimetazidina foi supostamente encontrada no exame da atleta. A substância é usada em medicamentos com função vasodilatadora e geralmente usados para angina e dores no peito causada pelo estreitamento das artérias que levam sangue ao coração. Caso seja confirmado o doping, a atleta perderia a medalha. A cerimônia de premiação que ocorreria na última segunda (7), não foi realizada.

Kamila Valieva fez história nas Olimpíadas de Inverno

A russa se tornou a primeira mulher a conseguir um salto quádruplo na história das Olimpíadas de Inverno. Ela acertou o primeiro e em seguida tentou um segundo salto desse tipo e conseguiu completá-lo. Ela recebeu a nota de 178.92 e ficou com a primeira colocação com mais de 30 pontos de diferença para a segunda colocação.

Na próxima terça (15), será iniciada a disputa da prova individual da patinação artística de Pequim-2022, para a qual a atleta está classificada. De acordo com o jornal russo RBC, a verificação do suposto doping foi feita antes de Kamila Valieva vencer o campeonato europeu no mês passado.

Mark Adams, porta-voz do COI (Comitê Olímpico Internacional), disse nesta quinta (10) que não tinha "nenhum comentário a fazer" sobre "uma situação que tem todos os tipos de implicações", e falou como "especulação total".

"Imagino que todas as pessoas trabalhem o mais rápido possível. Sabemos que para os atletas [afetados pela entrega da medalha], eles querem uma saída rápida", disse.

Caso seja confirmado o doping, o episódio entrará para a lista de escândalos esportivos envolvendo a Rússia e seu comitê olímpico. A Wada puniu a Rússia em 2019 com o banimento do país de todas as competições internacionais pelo período de quatro anos, pena baseada na acusação de que sua agência de controle de doping (Rusada) foi utilizada para fraudar exames de atletas. Após recurso, a Corte Arbitral do Esporte diminuiu a punição para dois anos. Com isso, participaram dos jogos de Tóquio e Pequim com a bandeira do Comitê Russo.

As condições estipuladas pela CAS em tese valerão também para a Copa do Mundo de futebol de 2022, no Qatar, que será realizada dentro do período da punição, embora a Fifa nunca tenha manifestado uma posição sobre o tema e suas implicações no esporte que comanda. A Rússia foi o último país a sediar o Mundial, em 2018.

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