Natação: Clubes paraenses tomam posição ao protocolo da CBDA de retornos aos treinos

A entidade nacional divide a retomada de atividades em quatro fases

Braz Chucre

Ainda não aconteceu nenhuma competição esportiva no Brasil, mas o movimento em torno da reabertura dos eventos acelera.

No esporte amador, algumas confederações estão se alinhavando nesse processo, entre elas à CBDA [Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos] que elaborou protocolos e recomendações de retorno aos treinamentos para os atletas dos esportes aquáticos.

A medida da entidade foi enviada aos clubes estaduais e presidentes de federações.

O protocolo da CBDA foi dividido em quatro fases que evoluem ao longo do tempo caso a fase anterior tenha sido concluída com sucesso. O documento foi elaborado em conjunto com a doutora Ana Carolina Corte, do COB.

Glauco Silva, diretor de competição da FPDA [Federação Paraense de Desportos Aquáticos] analisa de forma prudente o retorno às atividades. “Recebemos essa cartilha de recomendação da Confederação, mas não tem nada definido por aqui. Os clubes estão cientes, contudo, acredito que esse retorno demore mais tempo. Vivemos uma realidade muito diferente da região sul. Lá, os clubes já retornaram aos treinos. Aqui, o Governo diz que o problema da pandemia está grassando e pode até fazer voltar o lockdown. Só vamos pensar em competição quando o Governo liberar os clubes para suas atividades”, conta.g

Adriana Paixão, técnica de natação do Sesi e também de nado sincronizado, considera excelente o protocolo apresentado pela CBDA.

“Achei muito sensato eles dividirem por fases, porque como estamos vivendo um momento totalmente novo é muito prudente essa retomada ser o mais cautelosa possível, pois a ciência ainda não nos apresenta estudos conclusivos sobre tratamento e cura da covid-19”, comenta.

“Então quanto mais gradual e com as medidas de segurança propostas pela equipe de saúde melhor será para nossos atletas, pois estaremos resguardando não somente os atletas mas equipe técnicas, funcionários, enfim, toda a comunidade esportiva”, completa.

Mesmo sendo sensata ao retorno das atividades, Adriana tem sua cautela com relação aos clube e associações seguirem o protocolo. “Fica uma certa apreensão porque não sabemos se todos os clubes, associações e academias irão seguir à risca essas recomendações de segurança por conta de problemas financeiros ou administrativo”, compara.

Alcebíades Maroja, diretor de natação do Clube do Remo, procurado, não respondeu, contudo, de acordo com uma informação oficial de um técnico da aquática azulina, as atividades no parque aquático serão iniciadas no dia primeiro de julho. “Tivemos uma reunião nesta sexta-feira (5) pela manhã e ficou decidido o retorno dia 1 de julho”, falou, pedindo sigilo ao seu nome.

Na Tuna, segundo a coordenadora técnica Ellen Castro, o clube vai analisar toda situação na reunião de terça-feira (9). “Depois da reunião vamos nos pronunciar sobre o retorno”, avalia.

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