Polêmica: torcidas de Paysandu e Remo se manifestam a favor da democracia. Ídolos do futebol paraense opinam

Torcidas organizadas fazem post em redes sociais

Nilson Cortinhas

Futebol e política são temas que caminham com certa proximidade. Quando incitamos os assuntos, em geral, relaciona-se com o movimento intitulado 'Democracia Corintiana', da década de 80.
No momento do Brasil, em que há instituições sendo acusadas de atitudes unilaterais e antidemocráticas, os atores do futebol opinam, usando da capacidade de influenciar e mobilizar pessoas. Torcidas paulistas, entre elas, a do Corinthians, manifestaram opiniões a favor da diversidade de opiniões em uma manifestação no último final de semana.
No Pará, duas torcidas organizadas de Paysandu e Remo, respectivamente, a Alma Celeste e a Camisa 33 fizeram posts em redes sociais condenando a não manifestação e a favor da democracia. As duas torcidas tiveram posicionamentos semelhantes. Veja:

 

 

Ex-jogadores
A política brasileira provoca uma dualidade que inunda as redes sociais e quaisquer tipo de manifestação possível.
Duas figuras relevantes do futebol paraense, por exemplo, avalizaram a situação exatamente por caminhos opostos.
Ex-jogador do Paysandu e ex-treinador do Clube do Remo, atualmente atuando como comandante do Bragantino, Cacaio disse que não se sente legitimido pelas torcidas organizadas. "Vou falar um negócio para você, torcidas organizadas não me representam. Vivemos em um país livre, democrático e que todos possuem sua opinião. Isso não me representa”, afirmou. 
Cacaio, cujo auge como atleta foi a condição de artilheiro do Paysandu no título da Série B de 1991, defendeu a pluralidade e condenou ações em que clubes tomam partido. Cacaio disse que é preciso respeitar a democracia e o resultado das urnas, referindo-se ao presidente Jair Bolsonaro. 
“É uma hipocrisia danada, você pega uma torcida que se diz estar do lado A ou B, mas será que todos são a favor? Não existem pessoas que pensam diferente? Essa nota do torcedor do Paysandu e a nota que o (torcedor) do Remo poderá lançar, será que todos pensam do mesmo jeito? Temos que respeitar isso. Sou a favor de uma pátria livre, seja A, B ou C. O Brasil é um país democrático, o governo [Bolsonaro] foi eleito com mais de 57 milhões de pessoas, então, independente do que eu penso e o que eu acho, tenho que respeitar essa decisão”, finalizou. 
Já o ex-jogador de Remo e Paysandu, Rogerinho Gameleira possui outro pensamento sobre o assunto. Rogerinho Gameleira, que hoje também é treinador de futebol, e está na cidade de São Carlos (SP) com a família, acredita que os protestos são válidos e que o atual governo beneficia empresários e esquece a população de forma geral. “O manifesto dos torcedores organizados foi um alerta do povo, de que não vão aceitar um governo que se governe apenas para um lado. Existe a democracia do voto, de fazer valer o que o que foi decidido nas urnas, porém é preciso pensar em todos”, avaliou Gameleira. “Esse assunto é de direto de todos e o futebol faz parte. Então é preciso falar, por mais que não represente a situação ou a opinião de todos”, finalizou.
 

 

Futebol
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