Campeonato Paraense 2020 conserva sistema de disputa e terá 10 clubes Certame será mais curto e os favoritos são Remo e o Paysandu Nilson Cortinhas 17.01.20 23h54 Promotores, Joana Coutinho e Nilton Gurjão liberaram os estádios da primeira rodada na última sexta-feira (17) () O Campeonato Paraense de 2020, o de nº 108 da história, teve início ontem com a disputa do jogo Independente x Castanhal, em Cametá hoje e poara hoje estão agendados mais três jogos (Remo x Tapajós, Bragantino x Águia e Paragominas x Carajás). Amanhã, a primeira rodada será concluída com o jogo Paysandu x Itupiranga, às 20 horas, na Curuzu. Como de praxe, a competição tem um modelo de disputa simples, semelhante ao das últimas temporadas. São 10 participantes, divididos em dois grupos, sendo que os cabeças de chaves são o Remo e o Paysandu. As equipes jogam em turno e returno contra os adversários das outras chaves, somando 10 jogos. Os quatro clubes classificados jogam as semifinais, em partidas de ida e volta. Na sequência, haverá a final (em dois jogos) e a disputa do terceiro lugar. Os dois últimos colocados na classificação geral serão rebaixados à Segundinha. Uma diferença significativa diz respeito à quantidade de datas disponíveis para a competição. São apenas 14, cinco a menos que em 2019. Dessa forma, o campeonato será mais curto, encerrando em abril. FAVORITISMO Os últimos estaduais provaram que favoritismo não é sinônimo de título. O Paysandu foi a vítima mais recente. Em 2018, o Papão tinha um elenco estrelado, considerando-se o padrão local, mas perdeu em sequência para um time operário do Remo. Em 2019, o Paysandu protagonizava uma campanha segura, estava invicto, venceu Re-Pa, mas parou no Independente nos jogos válidos pelas semifinais. O Remo conquistou o bicampeonato. No entanto, é inevitável o favoritismo de azulinos e bicolores, dada as variáveis de investimento, torcida e títulos. Para se ter uma ideia, o Papão já foi campeão 47 vezes. O Leão celebrou 46 títulos. Entre os campões paraenses, a competição de 2020 terá o Independente, dono do caneco em 2011. O Cametá, a Tuna e a União Esportiva são outros campeões, mas que não participam da atual edição. Os dois primeiros não obtiveram classificação e o último está extinto. Quem já ganhou o Parazão 1 - Paysandu.............. 47 2 - Remo.................... 46 3 - Tuna Luso ........... 10 4 - União Esportiva... 2 5 - Independente...... 1 6 - Cametá .............. 1 Estádios são liberados Havia uma polêmica sobre os locais de disputa do Parazão e até sexta-feira, oito estádios estavam sem os laudos técnicos. Todavia, nesse mesmo dia, o Ministério Público recebeu a documentação dos estádios que estavam pendentes com a Lei e após fazer uma conferência, liberou-os. Assim, não existe estádio interditado e o Parazão vai poder seguir seu curso. Sai ano, entra ano e não há uma certeza, com o mínimo de antecedência, acerca da utilização dos estádios previamente inscritos pelos clubes. A reportagem de O Liberal revelou, com exclusividade, na última quinta-feira (16), que oito estádios estavam com documentos pendentes junto ao Ministério Público. De acordo com o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), o MP é o órgão responsável por reunir os laudos, verificar a viabilidade dos documentos e liberar os estádios. A Federação Paraense de Futebol (FPF) faria o papel de interlocutor dos clubes com o MP. Os laudos englobam liberações estruturais, do Corpo de Bombeiros, Vigilância Sanitária. Somente na sexta-feira (17) é que estádios da primeira rodada, entre eles Arena Verde (Paragominas) e Diogão (em Bragança), resolveram as pendências dos laudos. O último estádio regularizado foi o de Cametá, o Parque do Bacurau, cujo mando de campo será do Independente. A situação foi resolvida por volta de 12h15 daquele dia, com o laudo da vigilância sanitária sendo enviado ao MPE. Os estádios da Curuzu, do Mangueirão e do Baenão foram liberados com antecedência. Os demais estádios devem ser liberados no decorrer desta semana. Caso contrário, a tendência é que o Parazão tenha jogos com estádios de portões fechados. Quem confirma a situação é o próprio Ministério Público, por meio do promotor Nilton Gurjão. "Temos um grupo nacional e se verificou a questão dos prazos para o envio dos laudos. Na nossa base, ficou TAC do Paraná que é de 45 dias antes de começar o campeonato. Agora, lá é outra realidade. Estado rico. Nós acordamos que 10 dias seria suficiente", explicou Gurjão, referindo-se ao caso do Pará. Ainda segundo o TAC, os clubes tinham que cumpriram um prazo inicial, que foi de apresentar os laudos em tempo hábil para a análise do órgão judicial - o prazo previamente estabelecido era de 10 dias úteis antes do início da competição. Gurjão falou sobre a desorganização: "Mandaram o que tinha lá só para cumprir o prazo, mas faltando coisas. Resultado: estamos aqui, um dia antes do campeonato começar, nessa situação. Os 100% eram Curuzu e Mangueirão. Os demais... Deliberamos que será o último ano dessa correria", determinou o promotor público. PERFIL DOS CLUBES: BRAGANTINO Com menor investimento que a dupla Re-Pa, o Bragantino foi o destaque de 2019 no futebol paraense. Primeiro clube do interior do Pará a avançar à segunda fase da Copa do Brasil e terceiro lugar nos últimos dois estaduais, o Tubarão continua com Robson Melo no banco de reservas e boa parte do elenco do ano passado. O objetivo é mais uma vez chegar à próxima fase e quem sabe se intrometer na briga pelo título. Time-base: Axel Lopes; Bruno Limão, Gabriel Gonçalves, Anderson Alagoano, Esquerdinha; Paulo de Tarso, Rafinha, Marcos Goiano, Wendel; Bilau e Mauro. Técnico: Robson Melo. CASTANHAL Desde que retornou à elite do Parazão, em 2017, o Castanhal ainda não conseguiu passar para o mata-mata. No último torneio, o Japiim terminou em penúltimo do grupo A1 e obteve apenas duas vitórias em 10 jogos. Agora, com ídolo Azulino Artur Oliveira no banco de reservas e com uma parceria com o lateral Rafinha, do Flamengo, o Castanhal entra no estadual para deixar a imagem de azarão. Time-base: Artur; Léo Rosa, Alison, TK e PC; Samuel, Luís Felipe, Keoma e Fazendinha; Wilker e Pecel. Técnico: Artur Oliveira. INDEPENDENTE Vice-campeão estadual em 2019, o Independente terá um importante desfalque no primeiro turno, apesar de ser fora de campo. A equipe de Tucuruí mandará seus jogos no Parque do Bacurau, em Cametá, por causa do atraso na reforma no estádio Navegantão. O Galo Elétrico, com Vanderson como treinador e muita experiência no elenco, tenta tornar a passagem rumo ao mata-mata uma rotina. Times-base: Matheus Melo; Daelson, Martony, Charles, Jefferson Maranhense; Renatinho, Ilailson, Wellington Cabeça, Evair; Tallison Carioca, Raí Gol. Técnico: Vanderson. PARAGOMINAS Desde 2016, quando o Parazão ainda tinha outro formato, o Paragominas não avança de fase no torneio. No ano passado, a equipe ficou a um ponto da classificação. Para 2020, a equipe contratou o ídolo do Paysandu Rogerinho Gameleira para comandar o time na briga pelas semifinais. No entanto, não vai ser nada fácil estar no mesmo grupo de Remo e Bragantino. Time-base: Gustavo; Rallyson, Yan, Renan, Rafael; Galvão, Biro, João Neto, Tiago Mandy; Heuler, Elton. Técnico: Rogerinho Gameleira. PAYSANDU Como sempre um dos dois principais candidatos ao título, o Paysandu chega ao Campeonato Paraense 2020 para apagar a campanha do ano passado, quando finalizou o torneio em quarto lugar. A equipe confia no técnico Hélio dos Anjos, que desde que chegou ao Papão, parece ter proporcionado a estabilidade que o clube necessitava. Outra aposta da diretoria é a permanência de boa parte do elenco da última temporada e a mescla com nomes experientes que chegaram para o estadual. Time-base: Gabriel Leite; Tony, Micael, Perema, Bruno Collaço; Caíque Oliveira, Serginho, Alex Maranhão; Vinícius Leite, Nicolas e Bruce. Técnico: Hélio dos Anjos. REMO Bicampeão consecutivo, o Remo pode bater duas marcas se conquistar o título neste ano: a primeira é a de se tornar tricampeão consecutivo, algo que não acontece desde o triênio mágico do Paysandu em 2000-2001-2002; a segunda é a de alcançar o total de 47 taças estaduais e empatar com o rival como o maior campeão da história da competição. Para este ano, os azulinos apostaram em uma renovação de filosofia mas conseguiu manter uma base do elenco do ano passado. Para isto, contratou o treinador Rafael Jaques, que deixou o Sul do país para seu primeiro trabalho fora do São José (RS), e manteve atletas e trouxe nove reforços, mas conseguiu aproveitar mais jogadores da base, como é o caso dos volantes Pingo e Laílson, do meia Thiago e dos atacantes Hélio e Wallace. Time Base: Vinicius; Fredson (Djalma), Rafael Jansen, Mimica e Ronaell; Xaves, Pingo, Lukinha e Eduardo Ramos; Gustavo Ermel e Giovane. Técnico: Rafael Jaques. TAPAJÓS O Tapajós vem com a grande responsabilidade de representar o futebol santareno no certame. O Boto foi oitavo colocado na pontuação geral do campeonato do ano passado e voltou a confiar no trabalho do jovem treinador Caio Simões, de 31 anos, para não se limitar à luta contra o rebaixamento. Time Base: Jader; Andrey, Thiago Costa, Fernando Almeida e Ricardinho; Paulo Curuá, Luiz Felipe, Andrezinho e Romarinho; Arian e Jefferson Monte Alegre. Técnico: Caio Simões. CARAJÁS Desde quando o empresário Luiz Omar Pinheiro assumiu o clube como "patrono", o Carajás evoluiu nas categorias de base, sendo, inclusive, representante paraense na Copa São Paulo deste ano, e investiu em experientes pontuais, como o atacante Marcelo Maciel, ex-Remo e Paysandu, para auxiliar a molecada na elite do estadual. Time base: Adriano Paredão; Zizau, Lucão, Lucas e Pedrinho; Dodô, Pulga, Adauto e Mário Augusto; Kanu e Marcelo Maciel. Técnico: Cametá. ÁGUIA O Águia, de Marabá, busca reassumir o papel de terceira força do futebol paraense neste campeonato de 2020. O Azulão já teve papel de coadjuvante de luxo no Parazão, especialmente no ano de 2008, quando chegou às eliminatórias. João Galvão segue no comando técnico do time para este que será o seu 14º campeonato estadual na direção do time sudeste paraense. Para fazer bom papel no Parazão, a diretoria fez várias contratações, entre elas: a do goleiro Bruno Colaço, ex-Parauapebas, do lateral esquerdo Tiago Félix, ex-Remo e Tuna. O meia Edicleber, revelado pelo Remo, disputou a segunda divisão pelo Sport Belém após uma passagem pelo futebol baré. Marlon, ex-Vasco e Criciúma. Time Base: Bruno Colaço; Ari, Guilherme Almeida, Sandro e Thiago Félix; Juninho, Matheus Paixão, Ângelo e Edicléber; Danilo Galvão e Welington Batista. Técnico: João Galvão. ITUPIRANGA Calouro do Parazão, o Itupiranga foi o campeão da segunda divisão estadual em 2019 e é o segundo representante da região sudeste no campeonato. Com um ano de fundação, montou um elenco de 23 jogadores, com atletas da base e experientes como o zagueiro Charles, 37 anos, ex-Remo e Águia. Wando da Costa, ex-jogador com passagens de destaque pelo Águia, está no primeiro comando como treinador de time profissional. Time base: Redson; Ivanildo, Charles, Vinicius e Rickelme; Kaue, Tácio, Caique e Tairon; Guga Tiago e Toni Love. Técnico: Wando Costa. Assine O Liberal e confira mais conteúdos e colunistas. 🗞 Entre no nosso grupo de notícias no WhatsApp e Telegram 📱 Palavras-chave esportes jornal amazônia futebol parazão paysandu remo COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA Futebol . Desculpe pela interrupção. Detectamos que você possui um bloqueador de anúncios ativo! Oferecemos notícia e informação de graça, mas produzir conteúdo de qualidade não é. 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