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O astro que virou 'D1OS'! É natal na Igreja Maradoniana, culto a Diego Maradona; conheça

Maradona morreu aos 60 anos em novembro de 2020

LANCE!

Ídolo máximo do futebol argentino, Diego Armando Maradona completaria 61 anos neste 30 de outubro. Dentro de campo, sua influência e legado estão marcados em uma das escrituras mais belas e imponentes do futebol. Fora de campo, o astro do esporte bretão também foi eternizado. Em 1998, na cidade portuária de Rosário, na Argentina, fãs de Maradona ergueram a Igreja Maradoniana, um culto à adoração do maior nome do esporte do país.

Em 30 de outubro de 1998, Diego Armando Maradona completava 38 anos de idade. O fim da carreira estava próximo. Sabendo disso, devotos do jogador decidiram santificá-lo e criaram a Iglesia Maradoniana que, em português, significa Igreja Maradoniana. 

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Ortodoxos, então, fundaram também um novo calendário, passando a ser contado a partir de a.D. (antes de Diego) e d.D. (depois de Diego). Como o marco da virada é o nascimento de Maradona, o Natal de seus fiéis também foi alterado. Hoje, no aniversário dele, milhares de argentinos prestam homenagens na igreja onde Deus é Diego.

Em bate-papo com o LANCE!, Ariel Palacios, jornalista brasileiro correspondente dos canais Globo em Buenos Aires, esclareceu detalhes sobre a igreja e seus cultos. Ariel começa explicando o surgimento da devoção.

- Já que estamos falando de gênesis, a origem da Igreja Maradoniana é o gol que o Maradona fez contra os ingleses, na Copa de 1986, no México, no Estádio Asteca. Foram dois gols. E dois gols dos mais recordados, segundo diversas pesquisas, pelos torcedores argentinos. O gol com a mão, no estilo handball. E o gol com o pé - aí estritamente futebolístico - pouco depois. Um gol denominado ‘a mão de Deus’, e o outro o gol que a própria Fifa classificou como gol do século. Foi um gol fantástico, ele passou por seis jogadores ingleses.


- Antes, tinha acontecido o gol de mão, que passou por cima de Peter Shilton. Esse momento, em que Maradona disse: ‘Não foi minha mão, foi a mão de Deus’, foi quando recebeu o apelido de Deus, ou D10S. Então, em dia 30 de outubro de 1960, em Rosário, fanáticos criaram a Igreja Maradoniana e passaram a comemorar o Natal nesta data.

Ariel Palacios brinca sobre uma suposta teologia envolvida no culto. O simpático jornalista deixa claro que tudo isso não passa de uma espécie de brincadeira.

- Não é que nasceu um novo deus. Não é para se levar ao pé da letra. O argentino é humorista, irônico. É uma espécie de culto ao ídolo, mas não que as pessoas achem que o Maradona tenha poderes sobrenaturais. Ele até podia multiplicar os gols, mas não o pão. Não existe uma teologia complexa, mas muitas pessoas aderiram a brincadeira por fanatismo a Maradona e seu futebol.

O jornalista ainda conta ritos da igreja.

- A Igreja Maradoniana tem uma série de rituais. Entre elas, o batizado maradoniano. O que é? Simples, basta dar um salto imitando o pulo de Maradona em frente ao Peter Shilton e levantar a mão em frente a uma figura em cartolina do goleiro inglês. Isso é fantástico. Antigamente, até faziam casamentos nela. Mas há cerca de uma década ela está meio quieta.

Ariel explica os motivos para essa quietude.

- Em 2009, Maradona foi designado técnico da Seleção Argentina, na contramão do que a maioria da torcida queria. As pessoas idolatram Maradona como jogador. Outra coisa são essas mesmas pessoas quererem ele como técnico da Argentina. A maioria não queria. A rejeição de Maradona como técnico era muito grande, principalmente durante a Copa. Ele voltou derrotado e todos queriam ele fora. Foi uma catástrofe.

- Naquele momento, a Igreja Maradoniana teve um racha entre os maradonianos, que achavam que deveria haver uma separação do Diego jogador e técnico. Uma espécie de cisma religioso. A verdade é que depois disso sumiram, tiveram uma exposição muito baixa. Mesmo no funeral não houve nada de muito relevante por parte da Igreja Maradoniana.

IGREJA PARA MESSI?
Por fim, Ariel responde sobre a possibilidade do surgimento de uma igreja devota a Lionel Messi. Para ele, Messi é, em diferentes aspectos, mais humano que Maradona.

- É outra personalidade. Messi é um cara discreto, sóbrio. Maradona retroalimentava essas coisas sobre sua imagem. São formas diferentes de resolver questões. Messi é capaz de ajudar um jogador rival. Maradona, não. Messi é amigo de jogadores rivais. Maradona não, de jeito nenhum. Acho difícil o surgimento de uma Igreja Messiânica. O Maradona falava em terceira pessoa, Messi não se acha sobrenatural. Maradona se achava acima do bem e do mal. Messi é o cara humano - conclui.

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