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Crias de Remo e Paysandu, Rony e Pikachu falam sobre a importância de um CT na vida de um atleta

Jogadores foram revelados por Leão e Papão e atualmente Rony é artilheiro da Libertadores e Pikachu comanda a atilharia na Série A

Fabio Will / O Liberal

Estrutura, apoio, orientação e área para a prática do futebol de forma diária e contínua. Um Centro de Treinamento não é só isso, é profissão, acolhimento e em alguns casos sobrevivência, já que muitos garotos largam suas famílias no interior atrás de um sonho em ser jogador de futebol.

Remo e Paysandu, as duas maiores engrenagens do futebol paraense, aos poucos vão vivenciando a modernidade. Um CT, que antes era um sonho, hoje é realidade nas duas agremiações. Mas qual a importância de um local assim para os clubes? As crias das bases de Leão e Papão, Rony e Yago Pikachu, que despontaram nacionalmente, sabem muito bem o que isso representa.

Na semana passada o Remo confirmou a compra da área onde era o Centro de Treinamento do Carajás, em Outeiro, na grande Belém. Um passo firme e forte, na história do clube azulino, que tenta através da aquisição do novo patrimônio revelar mais jogadores para venda e uso no time profissional.

Além do Remo, o Paysandu também possui uma área para a construção de seu centro de treinamento, que fica no bairro das Águas Lindas, em Ananindeua. Porém, diferente do Remo, que já comprou algo pronto e com uma certa estrutura física, o clube bicolor tenta construir um dos campos até setembro. São dificuldades que o tempo não espera, ele é implacável, e com ele sonhos vão ficando pelo caminho, já que muitos atletas da base crescem e perdem a oportunidade de vingar no futebol.

Veja a área que o Remo comprou para ser o seu CT

Rony

O garoto Rony, de 26 anos, cria da base azulina e natural de Magalhães Barata (PA), vingou no futebol sem ter a estrutura mínima. São acasos que tornam o esporte mais popular do país surpreendente.

Após sair do Leão Azul, Rony passou por clubes que possuíam CT, foi trabalhado e, hoje, brilha no Palmeiras-SP, conquistando títulos importantes, como Copa do Brasil e Libertadores. O jogador alviverde garante que o CT é de extrema importância para a evolução dos atletas e que o futebol paraense precisa investir de forma urgente.

“Isso é fundamental. Eu não tive base no Remo. A estrutura que os clubes que passei me deram foi parte importante do meu crescimento como jogador, assim como meu trabalho para evoluir. Os clubes do Pará precisam investir nisso urgentemente, pois temos muito meninos com qualidade”, comentou.

Rony no defendendo o Remo em 2015 (Akira Onuma / OLiberal)

O atacante paraense deixou o Remo em 2015 adquirido pelo Cruzeiro. O time mineiro emprestou o atleta ao Náuctico-PE para jogar a Série B e em seguida negociou com Albirex Niigata, do Japão. Rony retornou ao Brasil para jogar no Athletico Paranaense, onde conquistou a Copa Sul-Americana e também a Copa do Brasil em 2019, até ser negociado com o Verdão. Todos eles possuem centro de treinamento próprio.

Paraense Rony é um dos destaques do futebol brasileiro (Cesar Greco/ Palmeiras)

Yago Pikachu

O lateral-direito Yago Pikachu surgiu no Paysandu aos 13 anos, seguiu no clube sem estrutura e conseguiu vingar no futebol, mas sabe que a construção de um CT é algo útil para todos, desde a base até o profissional.

 “A dificuldade, acredito que seja assim até hoje no Paysandu, por não ter o mínimo para a base, principalmente para quem vem do interior. Não tinham onde ficar, transporte, alimentação. Permanecer é muito no querer, no sonho de cada um. Tive dificuldades, muitos clubes passam por isso, mas fico feliz pelo Paysandu por pensar adiante, tentar dar a essa rapaziada uma condição melhor, já que os clubes fazem futebol com a sua base e tendo isso, a oportunidade será dada a mais garotos”, disse.

Pikachu se destacou no Papão e foi vendido ao Vasco da Gama-RJ (Tarso Sarraf / OLiberal)

Assista como estão as obras do CT do Paysandu

Choque de realidade

Pikachu avaliou a sua chegada ao Vasco como um “choque”, ao saber como era tratada as categorias de base do clube carioca.”

“Minha chegada no Vasco foi um ‘choque’ de forma positiva. Tem até escola, muitos atletas de fora tinham moradia no clube, conciliavam estudo e futebol, mesmo com uma condição mínima. Por isso é um dos clubes que mais revelam atletas no país e no Fortaleza não é diferente, aqui existe uma estrutura boa, bem melhor que na minha época, com alimentação, psicólogo, nutricionista e a tendência do futebol é crescer mais”, finalizou.

Pikachu hoje brilha no Fortaleza-CE (Arquivo pessoal)

Atualizações dos CTs de Leão e Papão

A base azulina já treina no novo CT do Remo e atende cerca de 120 jovens nas categorias Sub-15, Sub-17 e Sub-20. Já o Paysandu ainda constrói seu CT através de doações ações de torcedores e também conselheiros e abnegados do clube, segundo um dos engenheiros da obra, Arnaldo Dopazo, o primeiro campo apto para treino será entregue até setembro.

Futebol
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