Final da Copa América tem treinador argentino pela sexta vez seguida

Ricardo Gareca comandará o Peru na decisão; apenas Pizzi e Sampaoli, que estiveram no Chile, foram campeões

Lance

 

Há 26 anos sem conquistar um título, a Argentina não tem tido sorte nos torneios disputados. Na contramão disso, os treinadores argentinos vem dominando as decisões da Copa América. As últimas seis finais da competição tiveram técnicos do país. Porém, nenhum deles conseguiu resolver os problemas de Messi e companhia e tirar os "hermanos" da fila.

Em 2004, Bielsa foi vice-campeão com a própria Argentina. A cena se repetiu em 2007, com Basile. Em 2011, foi a vez de Gerardo Martino comandar o Paraguai também ao segundo lugar. Isso voltou a acontecer em 2015 e 2016, quando a Albiceleste perdeu para o Chile dos também argentinos Sampaoli, primeiro, e Pizzi, depois, na decisão.

Agora, é a vez de Ricardo Gareca tentar o sucesso contra a Seleção Brasileira. No comando do Peru, o treinador acumula resultados expressivos. Além da classificação para a Copa do Mundo depois de mais de 30 anos fora, os peruanos eliminaram o Brasil na Copa América Centenário, arrancaram um empate com a Argentina na Bombonera e bateram o Uruguai nas Eliminatórias e nos pênaltis das quartas de final deste ano.

Quando assumiu o cargo da seleção peruana em 2015, Gareca prometeu trabalho e esforço. Com um grupo formado por jovens e atletas mais experientes, sem perder a base, ele apostou em uma defesa sólida e um ataque dinâmico para melhorar o rendimento do Peru. Mais do que isso, fez com que Paolo Guerrero, ídolo do país, rendesse ainda mais com a camisa branca e vermelha.


Se antes a indisciplina era um dos grandes problemas da equipe, quando muitos se comportavam como estrelas e faziam o que queriam, agora o cenário mudou. Atletas como Zambrano, Farfán e Advincula chegaram a ficar fora de convocações por isso. Na Copa América de 2016, os convocados tiveram um grupo jovem justamente para que essa cultura mudasse.

O que a imprensa local mais destaca é a mentalidade vencedora que ele implantou na equipe. Mesmo com a queda na fase de grupos da Copa e alguns resultados ruins recentes, o treinador continua exaltando o grupo para dar confiança. Eli Schemerler, jornalista do "Depor", comentou sobre a influência dele.

- O Gareca uniu o grupo da seleção. Jogar a final pelo Peru é incrível, não é normal para nós. É tão grande quanto ir ao Mundial da Rússia. É difícil que os peruanos vençam, mas tem muito mérito. A base da equipe é a que jogou as Eliminatórias e ele potencializou isso. Gareca os convenceu de que poderiam competir a nível internacional. Antes, eles iam, jogavam, sabiam que não iriam perder e perdiam. Hoje, podem ganhar, empatar ou perder, mas estão mais fortes mentalmente - disse.

Contra a Seleção Brasileira, no próximo domingo (7), às 17h, no Maracanã, Ricardo Gareca tentará fazer história novamente com a seleção peruana.

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