Apaixonada por basquete, jogadora vive expectativa para o Pré-Olímpico feminino em Belém

Entre os dias 8 e 11 de fevereiro Belém sedia o Torneio Pré-Olímpico feminino de Basquete, que terá quatro seleções disputando vagas nas Olimpíadas de Paris

Aila Beatriz Inete e Andreia Santana
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A capital paraense foi escolhida para sediar o Torneio Pré-Olímpico de Basquete, algo inédito para o Brasil e Pará. A competição ocorre entre os dias 8 a 11 de fevereiro, no ginásio Guilherme Paraense, o Mangueirino. Com isso a expectativa para acompanhar de perto as seleções estão altas. 

Brasil, Sérvia, Austrália e Alemanha disputam três vagas para as Olimpíadas de Paris 2024. Apaixonada por basquete e jogadora, Karina Silva está ansiosa para o Pré-Olímpico. Em entrevista ao O Liberal, a paraense falou sobre a expectativa para a competição. 

"Estou ansiosa, nunca pensei que fosse presenciar um evento desse porte aqui em Belém, com jogadoras que são inspirações em nível nacional e internacional, vai ser um grande evento. Assim que os ingressos ficaram disponíveis para venda, eu comprei para ir assistir todos os dias de jogos. Desde que soube que o evento seria aqui, disse à minha mãe que iríamos, ela ama acompanhar, também, então, já garantimos nossa presença", declarou Karina. 

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Assim como diversos atletas do Pará, Karina vive o esporte por amor. Ela começou a jogar no ensino médio, há cerca de 11 anos. Após conseguir passar na seletiva e se apaixonar pelo esporte, a paraense não parou mais, e quando entrou na Universidade Federal do Pará (UFPA), seguiu treinando e entrou no time universitário da instituição para disputar competições nacionais. 

"Comecei a jogar de forma mais ‘séria’ quando entrei na universidade, esse era um dos meus motivos para ingressar na universidade pública e, desde que ingressei, evoluí muito lá dentro, além de ter tido minhas primeiras oportunidades de jogar basquete em campeonatos importantes, a nível nacional", contou. 

A realidade da modalidade não é das melhores no Pará. Falta de visibilidade e investimento em times é um dos principais problemas, além de apoio e um projeto para formar atletas paraenses. Segundo o presidente da Federação Paraense de Basquete, Neto Vieira, não havia campeonato feminino no Pará cerca de 10 anos. Por isso, a realização do Pré-Olímpico em Belém dar esperanças de que o esporte possa crescer no estado. 

image Karina joga no time universitário da UFPA (Claudio Pinheiro / O Liberal)

"O cenário não é o dos melhores, acho que o evento trará uma visibilidade para a modalidade aqui no nosso estado, será uma oportunidade única e, sendo esperançosa, torço para que nossos representantes olhem com mais atenção para o desenvolvimento da modalidade aqui em Belém, no Pará, principalmente para o feminino", pontuou. 

Neto Vieira concorda que o Pré-Olímpico é um grande janela de oportunidades para o crescimento da modalidade aqui no Pará. Segundo ele, as atletas paraenses, assim como Karina, estão empolgadas com o torneio e esperançosas com o legado que a competição pode deixar. 

"É de uma importância muito grande esse Pré-Olímpico no Pará. É a primeira vez que temos um Pré-Olímpico feminino no Brasil, então, foi uma conquista muita grande do Estado e da CBB (Confederação Brasileira de Basquete) trazer para cá. Fazia mais de 10 anos que nós não fazíamos campeonato feminino e esse ano fizemos quatro categorias femininas. [Além disso], a procura das meninas pelos jogos está muito grande e está tendo uma motivação muito grande", declarou Neto Vieira. 

Rumo a Paris 

Em Belém, a Seleção do Brasil, Sérvia, Alemanha e Austrália disputam as vagas para Paris 2024. Sempre antenada nos assuntos que envolvem a equipe brasileira, Karina acredita que as brasileiras podem conseguir a vaga para os Jogos, mesmo apostando em partidas difíceis. 

"A nossa seleção brasileira está em uma chave desafiadora, a equipe conta com jogadoras muito qualificadas, atuantes na Liga de Basquete Feminino (LBF) mais importante do nosso país, além de possuirmos jogadoras que atuam fora do Brasil. Todos os jogos serão difíceis, acredito que todas as seleções da nossa chave são fortes oponentes, principalmente a Austrália. Mas, acredito na nossa seleção e conseguiremos a classificação", analisou a paraense. 

Paraense vive expectativa para o Pré-Olímpico

Desde 1992, o time feminino do Brasil vinha disputando os Jogos Olímpicos, tendo o melhor resultado, a medalha de prata, nas Olimpíadas de 1996, no entanto, em 2021, acabou ficando de fora de Tóquio 2020. Karina acredita que a equipe brasileira cresceu nos últimos anos. Para a jogadora, toda a dedicação das atletas é uma fonte de inspiração. 

"O nossa seleção brasileira de basquete vem crescendo muito, ano passado mesmo, por exemplo, elas foram campeãs da AmeriCup Feminina de Basquete, em outubro conquistaram o ouro nos Jogos Pan-americanos 2023, são resultados que refletem o longo trabalho que vem sendo realizado e que, para dar continuidade, é preciso, cada vez mais, apoio. Elas me inspiram demais, aprecio muito esse esporte e as atletas que fazem ele acontecer pelo nosso Brasil. O cenário do basquete feminino pode ser muito promissor para as próximas gerações, isso me conforta e elas estão aí contribuindo muito para isso", destacou Karina Silva. 

No momento, a paraense está focada nos estudos. Questionada se poderia chegar na seleção brasileira, Karina brinca dizendo que "seria um sonho mesmo". Para ela, por enquanto, alcançar a equipe é algo "bem distante" da realidade dela. Assim, a jogadora segue acompanhando o time feminino do Brasil e fazendo a sua parte enquanto torcedora e amante do esporte. 

Pré-Olímpico 

Entre os dias 8 e 11 de fevereiro, Brasil, Austrália, Alemanha e Sérvia disputam três vagas para as Olimpíadas. No Pré-Olímpico, 16 seleções foram dividas em quatro grupos, com as sedes dividas por países.

As três mais bem classificadas de cada grupo garantem o passaporte para Paris 2024. 

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