Venezuelanos têm oportunidade de emprego através de projeto no Brasil
Neste sábado, 20 de junho, é celebrado o Dia Mundial do Refugiado
Apesar da fronteira com a Venezuela ter sido fechada desde março deste ano por causa da pandemia do novo coronavírus, migrantes e refugiados continuam nos abrigos do estado de Roraima esperando por uma oportunidade de se fixar no país. Devido à crise política, social e econômica no país vizinho, muitos venezuelanos atravessaram a fronteira terrestre com o Brasil em busca de recursos até mesmo de refúgio no país. Neste sábado, 20 de junho, é celebrado o Dia Mundial do Refugiado.
Nos últimos anos, a principal entrada para os venezuelanos no país foi pela fronteira com Pacaraima (RR), seguindo depois para a capital Boa Vista, o que motivou um acúmulo de pessoas abrigadas na região. Com o grande impacto nos serviços públicos locais, o governo federal passou a atuar, desde abril de 2018, na interiorização de refugiados para outros estados.
O venezuelano Ronny René Fuenmayor Garcia, de 26 anos, fazia bicos de pintor, pedreiro e jardineiro junto com seu pai para garantir a renda da família na chega ao Brasil. Há dois anos, a família de Ronny se dividiu para deixar a Venezuela e buscar novas oportunidades no Brasil. Segundo relatos dos pais de Ronny - Richard e Annis Josefina Garcia, 43 - eles chegaram cruzando a fronteira em Pacaraima. O pai chegou primeiro e conseguiu trazer a esposa Annis. Em seguida, vieram os filhos e, por fim, a esposa de Ronny e sua filha, além de sua irmã. Eles ficaram durante um ano e oito meses em Roraima, onde a família cresceu mais um pouco, com o nascimento da segunda filha de Ronny.
A família conseguiu tirar os documentos no Brasil e tem autorização para residência temporária. Dois deles fizeram solicitação de reconhecimento da condição de refugiado ao Comitê Nacional para os Refugiados (Conare) e aguardam retorno.
Atualmente o Brasil soma 43 mil pessoas vivendo no país como refugiadas, o que garante acesso a serviços públicos de saúde e educação, por exemplo, a estrangeiros que deixaram sua pátria de origem em situações extremas. Desse total, cerca de 38 mil são venezuelanos. Os dados são do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), colegiado formado por membros do governo e da sociedade civil, vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
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