Procurar emprego nas férias vale a pena? CIEE projeta 150 mil vagas para janeiro

Especialista derruba mito de que o início do ano é ruim para contratações e explica por que a renovação de contratos impulsiona o mercado

Gabriel da Mota

Muitos jovens aproveitam o mês de janeiro apenas para descansar, acreditando no mito de que "ninguém contrata nas férias". No entanto, segundo Humberto Casagrande, CEO do CIEE, esse é justamente um dos momentos mais aquecidos para quem busca a primeira oportunidade de trabalho.

Em entrevista ao Grupo Liberal, Casagrande explicou a dinâmica sazonal que favorece o início do ano: como a Lei da Aprendizagem limita os contratos a um prazo máximo de dois anos, um grande ciclo de encerramentos ocorre em dezembro, gerando uma onda automática de reposição em janeiro.

"Tem muito jovem que acha que período de férias não é bom para procurar vagas. Mas como há término de contratos de aprendizes no final do ano, abrem-se novas vagas em relação àqueles que saem", detalha.

A projeção numérica é expressiva. O CIEE estima que, apenas por conta dessa rotatividade contratual, o mercado brasileiro deve abrir entre 100 mil e 150 mil vagas logo no começo de 2026.

"Ao terminar o trabalho de um, ele automaticamente abre vaga para outros. Então, é importante que o jovem esteja atento a essas oportunidades que certamente vão surgir", aconselha o executivo. A dica é clara: não pausar a entrega de currículos e a busca por processos seletivos durante o verão.

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