Postos do Pará comentam sobre megaoperação contra crime organizado no setor de combustíveis
Ação da PF e do MP-SP cumpriu mandados em oito estados brasileiros

Entidades que representam postos de combustíveis manifestaram apoio à megaoperação que desmontou esquema do crime organizado no setor. Na quinta-feira (28), três operações simultâneas foram deflagradas pela Polícia Federal e Ministério Público de São Paulo (PM-SP), mobilizando agentes em oito estados brasileiros para cumprimento de mandados de busca e apreensão. Apesar de nenhuma pessoa – física ou jurídica – ter sido alvo de mandados no Pará, o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Estado (Sindicombustíveis-PA) divulgou nota, nesta sexta-feira (29.08), apoiando a Operação Carbono Oculto e parabenizando as instituições que atuaram na desarticulação do maior esquema do crime organizado no setor.
Segundo a entidade, até o momento, não há registro de atuação do crime organizado no setor de combustíveis no Estado do Pará. O Sindicato ressalta, no entanto, que a manutenção desse cenário depende da firme atuação dos órgãos de segurança, de defesa da concorrência, do consumidor, entre outros. “O Sindicombustíveis-PA se compromete a zelar permanentemente pela preservação desse ambiente saudável, livre de práticas ilícitas e da presença de organizações criminosas, bem como a apoiar, de forma irrestrita, as autoridades competentes no exercício de suas funções institucionais”, diz em nota.
Veja mais
A Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis) também declarou apoio integral à investigação e parabenizou os órgãos que participaram da megaoperação.
“A atuação conjunta dos órgãos envolvidos na operação demonstra que o país está trilhando um novo caminho para assegurar a livre concorrência, proteger o consumidor e preservar a arrecadação tributária, além de promover um ambiente de negócios mais justo e equilibrado”, destacou, em nota.
“Celebramos este momento como um novo capítulo na história do país, reafirmando a confiança nas instituições para enfrentar, de forma efetiva, práticas que corroem o ambiente de negócios. Somente com rigor no combate às fraudes será possível garantir um mercado competitivo saudável, proteger a sociedade e fomentar o desenvolvimento do Brasil”, acrescentou a Fecombustíveis.
Entenda o caso
Na quinta-feira, a Polícia Federal coordenou as operações Quasar e Tank, enquanto o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) comandou a Operação Carbono Oculto, mobilizando agentes em diversos estados com foco em lavagem de dinheiro, fraude fiscal e infiltração de organizações criminosas no mercado financeiro.
A Operação Quasar, que investiga organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta de fundos de investimento, cumpriu 12 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Campinas e Ribeirão Preto, com sequestro integral de fundos de investimento, bloqueio de bens e afastamento de sigilos bancário e fiscal de pessoas físicas e jurídicas. O valor correspondente às autuações fiscais já realizadas é de cerca de R$ 1,2 bilhão.
Já a Operação Tank mirou uma das maiores redes de lavagem de dinheiro já identificadas no Paraná, suspeita de lavar pelo menos R$ 600 milhões, movimentando mais de R$ 23 bilhões por meio de empresas, postos de combustíveis, distribuidoras, holdings e instituições de pagamento. Foram cumpridos 14 mandados de prisão e 42 de busca e apreensão nos estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, com bloqueio de bens de 41 pessoas físicas e 255 jurídicas, totalizando mais de R$ 1 bilhão em constrição patrimonial.
Coordenada pelo MP-SP, a operação Carbono Oculto mirou um esquema que teria participação do PCC e, segundo as investigações, teria afetado toda a cadeia econômica do setor de combustíveis, com R$ 7,6 bilhões em tributos sonegados. Cerca de 1.400 agentes cumpriram 350 mandados, entre pessoas físicas e jurídicas, em oito estados: São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
Palavras-chave
COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA