'Uma das maiores operações da história', diz Lewandowski sobre esquema do PCC
Ação coordenada pelo MP-SP mobilizou cerca de 1.400 agentes para cumprir 350 mandados

Três operações simultâneas foram deflagradas nesta manhã contra o avanço do crime organizado no setor de combustíveis: a Polícia Federal coordenou as operações Quasar e Tank, enquanto o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) comandou a Operação Carbono Oculto. As ações envolveram milhares de agentes em diversos estados brasileiros, com foco na atuação da facção criminosa e sua inserção no setor financeiro.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski afirmou que a migração do crime organizado para atividades legais é um fenômeno global. “Para combater não basta apenas uma operação. É preciso uma atividade integrada de todos os órgãos, sobretudo aqueles que trabalham com inteligência”, declarou.
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Operação Carbono Oculto
A ação coordenada pelo MP-SP mobilizou cerca de 1.400 agentes para cumprir 350 mandados, entre pessoas físicas e jurídicas, nos estados de São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
Segundo a investigação, o esquema criminoso com participação do PCC afetou não apenas consumidores, mas toda a cadeia econômica do setor de combustíveis, com R$ 7,6 bilhões em tributos sonegados. Entre 2020 e 2024, cerca de 1.000 postos de combustíveis vinculados ao grupo movimentaram R$ 52 bilhões, enquanto uma fintech ligada à organização movimentou R$ 46 bilhões não rastreáveis no mesmo período.
O MP-SP destacou que o PCC mantém vínculos permanentes e eventuais com outras organizações criminosas, garantindo a efetividade de suas atividades ilícitas por meio da inserção na economia formal, especialmente nos setores de combustíveis e financeiro.
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