Leoa que matou homem em jaula de zoológico está bem e monitorada, diz veterinário
Felino retornou ao recinto sem uso de tranquilizantes e apresentou sinais de estresse após o ataque que resultou na morte do homem
A leoa do Parque Zoobotânico Arruda Câmara (Bica), em João Pessoa, voltou ao seu recinto sem a necessidade de dardos tranquilizantes após o ataque ocorrido neste domingo (30). A informação foi confirmada pelo médico veterinário do parque, Thiago Nery, que acompanha o caso desde o início da ocorrência.
De acordo com o profissional, o felino responde a treinamentos anuais e de rotina, o que permitiu que a equipe realizasse a contenção de forma segura. Apesar disso, a leoa apresentou sinais de estresse e choque, o que atrasou o processo de recondução.
VEJA MAIS
Leoa passa por acompanhamento após ataque
A leoa está sendo monitorada por uma equipe formada por veterinários, biólogos e zootecnistas. A avaliação deve continuar pelas próximas semanas para observar eventuais alterações comportamentais após o episódio.
Segundo a Prefeitura de João Pessoa, o parque permanecerá fechado até a conclusão das investigações. O homem que morreu após o ataque ainda não foi identificado oficialmente. A TV Cabo Branco informou que ele tinha transtornos mentais.
Entenda como aconteceu a invasão no recinto da leoa
O incidente começou quando o homem escalou uma parede de mais de seis metros, ultrapassou as grades de segurança e utilizou uma árvore para entrar no recinto do animal. Visitantes presenciaram a invasão e registraram o momento em vídeos, que mostram o invasor subindo por uma estrutura lateral antes de ser atacado pela leoa.
Em nota, a Secretaria de Meio Ambiente (Semam) informou que equipes de segurança tentaram impedir a ação, mas o homem agiu rapidamente ao acessar a área restrita. Ele veio a óbito em consequência dos ferimentos provocados pelo ataque.
O parque afirmou que o recinto segue normas técnicas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), incluindo medidas de segurança superiores ao mínimo exigido. Segundo técnicos do local, a área possui estruturas que excedem em mais de dois metros o padrão recomendado, além de contar com borda negativa de 1,5 metro.
A Prefeitura de João Pessoa destacou que, mesmo com as medidas de segurança adotadas, a insistência do invasor resultou no episódio considerado “lamentável”. A Semam abriu apuração para esclarecer as circunstâncias do caso e afirmou estar colaborando com as autoridades. O município também manifestou solidariedade à família da vítima.
Palavras-chave
COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA