Plano de saúde para pets cresce e divide opiniões sobre economia no dia a dia

Tutores relatam redução de custos com consultas e cirurgias, mas apontam limites na rede

Fabyo Cruz
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O aumento no número de animais de estimação nos lares brasileiros tem impulsionado também a busca por serviços voltados à saúde animal. Entre eles, os planos de saúde para pets vêm ganhando espaço, especialmente diante dos altos custos de consultas, exames, internações e cirurgias veterinárias. Mas, na prática, o serviço é mesmo vantajoso? A resposta varia conforme o perfil do tutor, do animal e da frequência de uso.

A fisioterapeuta Alice Amaral, de 28 anos, decidiu contratar um plano assim que adquiriu Lupito, um filhote de chihuahua atualmente com oito meses. A tutora diz que a delicadeza da raça e a necessidade de acompanhamento mais frequente pesaram na decisão. “O Lupito tem um plano desde quando eu adquiri ele. O que me levou a contratar foi o fato de ser uma raça mais sensível, precisar de check-up e também por causa das vacinas. Como o plano tem cobertura e sai num valor mais acessível, foi mais vantajoso”, relata.

image A tutora diz que contratou o plano pelo fato de Lupito ser uma raça mais sensível, precisar de acompanhamento de saúde e também por causa das vacinas (Carmem Helena/O Liberal)

Desde a contratação, Alice afirma ter percebido economia significativa, principalmente nas consultas e imunizações. “Uma consulta que no particular tem um valor alto, pelo plano eu pago praticamente a metade. Em relação às vacinas, a diferença é ainda maior. A primeira vacina importada eu paguei R$ 120. Pelo plano, saiu por R$ 35”, exemplifica. Até o momento, Lupito utilizou o serviço apenas para atendimentos de rotina, mas a fisioterapeuta destaca a segurança de contar com cobertura hospitalar em casos de emergência. “Para quem tem cachorro de raça, que precisa de acompanhamento, vale muito a pena”, avalia.

image Até o momento, Lupito utilizou o serviço apenas para atendimentos de rotina (Carmem Helena/O Liberal)

Já para a enfermeira Anna Beatriz Salomão, de 25 anos, tutora de dois gatos, a adesão ao plano foi consequência de uma experiência traumática. Antes de contratar o serviço, ela chegou a gastar mais de R$ 5 mil em apenas uma semana com consultas e internação de um dos animais. “O valor exorbitante das consultas e, principalmente, da internação foi o que me motivou. O plano está em vigor há dois anos e, sem ele, teria sido incabível manter o tratamento”, afirma.

No caso de Anna, o plano se mostrou essencial em procedimentos de maior complexidade. “Usei consultas, exames, cirurgia e internação, mas o que mais compensou financeiramente foi a cirurgia e a internação. O plano cobre metade ou até mais da metade dos procedimentos”, explica. Ela conta que, antes, evitava levar os pets ao veterinário por causa dos custos. “Eu tentava tratar em casa e só levava quando a situação estava grave. Isso mudou completamente. Agora, qualquer sinal de mal-estar, eu já marco consulta”, diz.

Limitações

Apesar da avaliação positiva, Anna ressalta que existem limites. Em 2025, um dos gatos precisou de diversas internações, o que acabou excedendo o número previsto no contrato. “A quantidade de internações é alta, mas, por conta do problema dele, acabou ultrapassando”, relata. Ainda assim, ela considera o plano um investimento necessário. “Nunca sabemos quando nossos pets vão adoecer. Quando acontece, a gente vê a real necessidade do plano”, afirma.

A jornalista Monique Leão Delgado, tutora de três cachorros e cinco gatos, tem uma percepção mais cautelosa. Ela contratou um plano co-participativo, no qual paga uma mensalidade e arca com valores reduzidos a cada procedimento. “Realmente, os procedimentos ficam bem mais em conta”, reconhece. No entanto, Monique relata problemas em atendimentos de urgência. “Em uma clínica, a veterinária parecia recém-formada, fez perguntas que não tinham relação com a situação e não me passou segurança. Em outra, senti que colocaram procedimentos desnecessários para tentar compensar o desconto do plano”, conta.

Além disso, a tutora teve gastos extras por conta do período de carência. “Alguns procedimentos eu paguei valor cheio. O que estava em carência, como consulta, foi com desconto”, explica. Mesmo assim, ela optou por manter o plano, focando nos serviços básicos. “Para vacinas e exames, compensa bastante, principalmente para quem tem muitos animais. Apesar das dificuldades, eu recomendaria”, avalia.

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