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Manifestação de peixeiros do Ver-o-Peso demanda mais informações sobre a 'doença da urina preta'

O movimento também reivindica medidas para conter a queda das vendas de pescado

Abílio Dantas

As avenidas Boulevard Castilho França e Portugal, no bairro da Cidade Velha, foram fechadas desde as 6h pelo movimento intitulado "Grito dos trabalhadores da Pedra do Peixe". Entidades de peixeiros, balanceiros, carregadores e comerciantes que trabalham com a venda de peixe pararam a circulação de veículos para chamar a atenção das autoridades para a crise enfrentada pelo setor há nove dias, desde que seis casos de suspeita da Síndrome de Haff, a chamada "doença da urina preta", foram registrados no Pará. O trânsito foi liberado por volta de 7h30.

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"Não podemos aceitar esse tipo de sacanagem com o pescado. Sem que a academia comprove, não vou aceitar que o peixe seja taxado como algo que não se pode comer, como algo ruim", discursou, entre os manifestantes, o deputado estadual Orlando Lobato (PMN). O parlamentar anunciou que na próxima quarta-feira (22), uma audiência pública sobre o assunto será realizada na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), com a presença de especialista e órgãos estaduais.

O presidente do Sindicato dos Peixeiros de Belém (Sindpeixe), Fernando Souza, afirma que o movimento é em prol da população. "Queremos que as autoridades sanitárias esclareçam as pessoas que não há comprovação científica de que o pescado vendido no Ver-o-peso está causando essa doença. Nesse momento, precisamos que as pessoas voltem a comprar nosso peixe. Se não atingirmos nosso objetivo, que é as autoridades virem aqui, amanhã podemos fechar de novo", disse a liderança, em pronunciamento durante o protesto.

Manifestação de peixeiros

Os trabalhadores, como forma de afirmar a segurança do pescado vendido no Ver-o-peso, fizeram peixe "avoado" e comeram com farinha, junto a autoridades como o deputado Orlando Lobato e representantes das categorias envolvidas na organização.

Economia
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