Paraenses correm atrás do melhor preço do Peru e veem produtos mais caros no Natal

Consumidores relatam alta no preço do produto e reforçam a necessidade de comparar valores para economizar na ceia

Maycon Marte
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Com a aproximação das festividades natalinas, os paraenses já iniciaram a preparação para a ceia de Natal, o que tem elevado o fluxo de consumidores nos supermercados e feiras, em especial em busca dos melhores preços. Em um dos supermercados de Belém, os dois itens mais cobiçados têm preços de, em média, R$ 32 o quilo, no caso do peru; e de até R$ 46 o quilo, para o chester. A demanda maior nesse período pode elevar o preço dos produtos, o que preocupa o comerciante paraense Charles Ribeiro, que tem apostado na pesquisa de preços em diferentes estabelecimentos na intenção de economizar.

O comerciante relata que foi até o supermercado em busca de uma promoção específica que soube por meio de grupos online com conhecidos. A oferta colocava a média do quilo do chester a R$ 20, segundo ele, mas, quando chegou ao estabelecimento, o valor não valia mais. Ele destaca que mantém a procura, um hábito que se repete todos os anos, mesmo com a demanda grande em torno do produto.

“Eu vim atrás dessa promoção, atrás desse peru e da promoção aí que, antes de ontem, estavam divulgando que o preço estava a R$ 22, só que cheguei aqui e já acabou a promoção”, afirma.

Charles lembra que ainda este ano conseguiu economizar ainda mais, pagando aproximadamente R$ 10 o quilo. Isso foi em meados do mês de outubro, perto das festividades do Círio de Nazaré. Por isso, ele defende a pesquisa antes de tudo e, principalmente, com paciência.

“Com certeza, a gente tem que correr e fazer a pesquisa. Não podemos chegar, assim, aleatoriamente e logo sair comprando. E eu não abro mão de ter o peru na ceia de Natal, nem daquele pernilzinho bem crocante”, afirma.

Pesquisa é parte essencial

Lieniza Castro, professora aposentada, de Belém, também começou a busca pelos ingredientes da ceia de Natal com antecedência para conseguir os melhores preços. Ela conta que, todos os anos, fica responsável por essa etapa da preparação e já criou o hábito de fazer a pesquisa. Na sua percepção, os valores atravessaram os últimos anos com aumentos consecutivos.

“Está mais caro do que o ano anterior, mas todo ano isso acontece, essa oscilação de preço. A gente nunca consegue comprar no ano seguinte pelo mesmo valor que compramos no ano anterior. E sempre há uma mudança expressiva”, avalia a aposentada.

Além do peru de Natal, outro ingrediente indispensável na mesa da família da professora é o bacalhau, que ela também afirma ter notado um aumento ainda mais expressivo.

“Nós estávamos comentando que antes a gente comprava quatro quilos de bacalhau e agora a gente vai comprar apenas um. Então, de todos este ano, o bacalhau subiu realmente de preço. E há uns três anos, mais ou menos, a gente já vem diminuindo e preparando uma quantidade menor dele na nossa ceia. Antes a gente comia um prato de bacalhau e agora é só o lhau”, explica a professora.

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Preços encontrados no supermercado (Kg)

  • Peru: R$ 31,98
  • Chester temperado: R$ 32,98
  • Chester tradicional: R$ 32,98
  • Chester temperado e desossado: R$ 46,09
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